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Ora viva... Chamo-me João Paulo aka gendo e sou a nova aquisição aqui do Correio do Fantástico para a Época 08/09 em termos de Artes Visuais, mais propriamente desenho digital e tradicional. Os meus posts irão ser feitos quase de certeza só aos fins de semana devido à minha situação laboral...A Força Aérea não me deixa muitos tempos livres. :) Se quiserem saber um pouco mais acerca de mim dêem uma vista de olhos ao meu blog (ainda não tem quase nada mas irá ser actualizado com o decorrer do tempo) ou à minha página na Deviantart.

A convite do Roberto aka igdrasil irei dar-vos a conhecer alguns dos meus artistas preferidos no campo do desenho fantástico. Irei falar um pouco acerca deles mas a minha prioridade é dar-vos a conhecer as suas obras e o local onde podem ver grande parte do seu portefólio. Grande parte dos artistas de que irei falar estão numa comunidade que se chama Deviantart, que muitos consideram a maior comunidade de artistas (amadores e profissionais) que existe na Internet actualmente. Aí poderão visualizar as galerias completas dos artistas, saber um pouco mais sobre eles e interagir com os próprios deixando comentários e avaliando as suas obras.

Mas chega de conversa e vamos ao que interessa.

Hoje vou falar-vos de um jovem artista chamado Gonzalo Ordoñez aka GenzoMan. Este jovem de 28 anos,ilustrador de profissão, é natural do Chile, mais propriamente da cidade e capital Santiago. É um dos artistas cujos trabalhos são mais facilmente identificáveis. Assim que visualizamos um trabalho dele conseguimos dizer quase instantaneamente: "Foi o GenzoMan que fez!".

O seu trabalho é inspirado em lendas, mitos, contos e tradições, tem também influências em anime (animação japonesa).

Usa como ferramentas de trabalho o Photoshop CS e uma mesa digital Wacom intuos.

Aqui ficam alguns trabalhos dele como referência:




Um dos últimos trabalhos dele:




Se gostaram e quizerem ver mais acerca deste jovem artista podem fazê-lo na sua página do Deviantart ---» AQUI


Espero que tenham gostado...

"Be happy everyone!"

Para quem estiver interessado, existem dois prémios literários destinados a obras inéditas de Literatura Fantástica:

Prémio Bang! para Literatura Fantástica 2008


Entrega das obras: 1 de Janeiro 2008 a 31 de Julho de 2008

O Prémio Bang! para Literatura Fantástica, instituído pela editora Saída de Emergência, é um prémio anual e pretende divulgar obras portuguesas dentro do género denominado literatura fantástica. A literatura fantástica inclui géneros tão diferentes como a fantasia, a ficção científica, a história alternativa, o horror ou o realismo mágico. Para ver alguns exemplos de livros destes géneros, visite a Colecção Bang! da Saída de Emergência.


Regulamento geral

Prémio Literário Branquinho da Fonseca - Conto Fantástico

A 8ª edição deste prémio encontra-se a decorrer até 30 de Junho de 2008.


Instituído em 1995, este prémio presta homenagem ao grande escritor que, enquanto Director do Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, desenvolveu trabalho de mérito assinalável, com destaque para a criação da primeira biblioteca itinerante do país.
O Prémio, de periodicidade anual, é aberto a todos os autores nacionais que pretendam ver premiado um trabalho totalmente inédito.

Experimentem enviar os vossos trabalhos ( pelo que já vi anda aí muito material ) e boa sorte!
Pedro Ventura


NOVA FANTASIA


Não perca a oportunidade de conhecer este sítio de Literatura Fantástica, dos nossos vizinhos da Galiza. Um site que acolheu Goor de forma critíca, sem preconceitos, nem necessidade de favores. Um excelente lugar para os escritores se darem a conhecer.
Pedro Ventura


Rita Comércio refere-se à sua história como um espaço "onde palavras e pensamentos giram em torno da inexplicável existência do ser; um espaço de reflexão onde o Homem é personagem principal condicionado pelo próprio veredicto da sua existência!"

Assumindo traços do existencialismo perfilhado por Jean-Paul Sartre os seus textos enquadram-se no Neo-fantástico presente nas obras de Kafka;

Aqui neste espaço fica uma pequena parte do seu texto intenso, repleto de cheiros e sentimentos, em que alma e corpo se separam sendo dois seres que possuem diferentes naturezas: a alma é uma realidade invisível que existe em si e por si; o corpo, nunca permanecendo idêntico a si mesmo, é uma realidade bem visível que se sujeita constantemente a um processo de decomposição dada a sua natureza.

"A constatação":

Do meu quarto arrendado neste prédio velho de uma estreita rua de lisboa consigo sentir o odor do Tejo, perceber a luminosidade da Lua e sentir a brisa do vento. Normalmente deixo-me ficar encostada na janela enquanto os meus sentidos vagueiam ao sabor das sensações e emoções em busca de novas cores, cheiros e sabores...

Desta vez tudo foi diferente!

A noite mistura-se com o Tejo e percebo a lua vaidosa exibindo a sua imagem graciosa e cintilante nas águas calmas, ingénuas e submissas do Tejo. A Lua começa por sorrir soltando pouco a pouco gargalhadas egoístas, narcisistas e estridentes! A água ondula ao sabor do vento que divertido,egoísta e indiferente sopra as pequenas ondas que se formam...


Os meus sentidos assustados esforçam-se por regressar a mim... Assustam-se por ver na natureza o veneno que os corrompe, a lua egoísta ri cada vez mais alto e invade as quatro paredes que me albergam..quero fugir mas não há porta!O vento, superior, juntou-se a nós deitando-me ao chão, empurrando-me e espezinhando-me perante o riso louco da lua...A água que corre submissa à força manifestada pelo vento e ao riso louco da lua segue por entre murmúrios e sussurros, solidária mas pouco interessada lembrando-me que mais não sou mais que uma gotinha dessa água...


Quero fugir mas o vento forte envolve-me com amarras de aço, os meus pensamentos surgem dolorosos e feridos, rasgando o meu peito que chora baixinho...O sangue desce, lentamente e indiferente por entre o trilho que imaginariamente definiu, sem escutar os meus gritos de horror...

Assisto consciente ao tormento do mundo que me envolve. Grito sem que o mundo que me olha veja, sem que Lisboa pare... Grito sem que as pessoas que me ouvem me escutem...Grito sozinha porque solitária é condição humana quando até o egoísmo moderado pela água do Tejo e conduzido pelo vento faz rir estridentemente a lua!

Grito porque o que alimenta a sociedade já não é a saudável verdade, já não é a solidariedade! Grito porque o que sacia e move o homem é o egoísmo motivado pelo egocentrismo e conformismo que me chicoteia, fere, sufoca e destrói...

Grito!Grito!Grito!Constatando esta realidade que me abraça

Grito!Grito!Grito!Até que louca desmaio...



A continuação está disponivel em :

veredictumessendi.bloguepessoal.com

Tomo a liberdade de trazer aqui o convite de uma colega, com um trabalho impressionante:
Convite
Caros amigos...Tenho o prazer de vos convidar para o lançamento do meu novo livro "O Deus Maldito", a decorrer no dia 27 de Maio pelas 21:30h na Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira em Vila Real. A apresentação será feita por Susana Catalão e o evento contará também com uma pequena dramatização de excertos do livro e leitura de alguns outros textos relevantes.
Abraço enorme...
Carla Ribeiro

Depois do sucesso do número 3, a Saída de Emergência acaba de disponibilizar o novo número da Revista Bang!, em formato digital. A única revista portuguesa de aventura e fantástico está disponível no site da editora e, nesta edição, conta com contos de Edgar Allan Poe, José Manuel Lopes, H. P. Lovecraft, Wolmyr Alcantara, Inês Botelho, Miguel Garcia, João Barreiros e Nuno Travesso, assim como outros textos de não ficção sobre o universo fantástico.
A não perder!

A literatura fantástica sempre me fascinou. Espantosamente, consegue aliar todos os pontos fortes de todos os outros tipos e temas de literatura à técnica de nos fazer sonhar e imaginar mundos que nos fazem esquecer o nosso próprio mundo.
No fundo, a fantasia corre no sangue de qualquer ser humano. Os deuses, as criaturas que nos assustam quando crianças, os mistérios que a ciência não resolve, o destino que acreditamos nos guiar, o azar que tememos nos prejudicar – fazemos parte de um mundo de crenças, um mundo onde a fantasia faz parte do real.
Por acreditar no inacreditável que povoa as nossas mentes, aceitei o convite e passo a ser, a partir de hoje, mais um carteiro deste blog. Espero estar a par da tarefa. Tenho ainda de me habituar aos selos e aos envelopes, ou talvez não: entregarei cartas abertas, para quem as quiser ler. Quiçá assim a fantasia seja mais lida...

Chamo a este blog uma obra que é um dos meus romances épicos ( se é que posso usar esta terminologia ) preferidos. Aqui voltam as minhas influências, talvez incomuns...
Esta é uma história que, para mim, em nada fica atrás de obras de referência do género. Cometendo eu mesmo a heresia ( será ) de dizer que esta obra compete com qualquer obra de fantasia épica, mesmo sendo traçada sobre uma base verídica. Aqui a "fantasia" é o maravilhoso mitológico num estado muito puro, mas intenso. Temos perante nós um relato épico centrado num herói, cuja dimensão poderia levá-lo para qualquer cenário. Esqueçam o pastorzinho a atirar pedrinhas ao invasor - nunca acreditei no Viriato como modesto e inculto guardador de rebanhos, levado aos tropeções pela enchurrada dos acontecimentos... Teófilo apresenta um Viriato com "alma", corajoso, indómito. Teófilo apresenta um personagem "fantasioso", mas que julgo mais "real" do que o "oficial". Este Viriato não ficaria mal entre espartanos, nas hostes dhorians ou na Terra Média. Experimentem e verão que esta obra pode agradar a muitas sensibilidades.
"Esta obra é também recolha de tradições populares, de cantigas e de poesia, mergulhando nas origens dos Lusitanos e contando fantasiosos episódios. Viriato é o herói mítico, com uma roupagem homérica, destemido, astuto e conhecedor de todos os …“montes e vales, covões, algares, cavernas e passagens de vaus de ribeiras e de caudalosos rios”.
Narrava o general e procônsul Caio Lellio, no ano de DCIX da fundação da cidade, para o Senado de Roma que …“cumpre ter presente que a Lusitânia é habitada pela mais poderosa das nações hispânicas e que achando‑se já subjugadas todas as outras, é esta que se atreve ainda a deter as armas romanas”.
Major‑General Manuel de Campos Almeida
Vogal da Direcção da Revista Militar

Mais sobre a vida e obra de Teófilo de Braga - AQUI

Pedro Ventura


Filho de emigrantes, partiu aos seis anos para Londres. Estudou Matemática na Universidade de Dundee. Passou 10 anos a programar e a conceptualizar graficamente jogos de computador. Aos 24 anos mudou-se para Edimburgo, Escócia, onde reside actualmente. Depois de anos a trabalhar nesta trilogia através de uma extensa pesquisa, Ricardo Pinto apresenta-nos o primeiro volume de um projecto que considera ser “muito mais ambicioso que O Senhor dos Anéis”. Um caso de sucesso de um emigrante português que vive exclusivamente da escrita.



O que os fãs dizem:

Simplesmente maravilhoso!! Nem consigo encontrar palavras para definir... histórias tão macabras e ao mesmo tempo tão reais, poucos são os que conseguem fazer descrições tão preciosas e arrepiantes!! Finalmente começamos a ter escritores de fantasia com qualidade. Filipe Faria tambem é muito bom, aconselho! Joana Alves (Figueiró dos Vinhos)

Há já MUITO, MUITO tempo que eu não lia uma coisa tão boa! Ricardo Pinto é absolutamente espectacular e é, a meu ver, o único escritor (juntamente com Susanna Clarke) que, neste momento, é capaz de competir com a genialidade de um Tolkien ou de um Frank Herbert. É também, neste momento, o ÚNICO escritor que foi capaz de criar um universo só seu, em vez de recorrer aos costumeiros "pastiches" tolkianos. Parabéns! Sandra Costa (Lisboa)

Que grandes livros. Que grande escrita! Adoro como as próprias descrições (o que não é muito comum) e narrativa nos prendem até ao fim. São poucos os livros em que a perspectiva de os acabar causa ao mesmo tempo uma frustração e desejo imensos. Muitos Parabéns! Carolina Ratola ()

É uma historia emocionante…que me deixou “pregada” aos livros, são livros que se têm de ler em pleno silêncio, uma história empolgante que não me deixou parar de ler. Quando o leio, as vezes faz com que me sinta o próprio Carnelian, é uma história maravilhosa que nos leva a outra época a outra cultura! Os dois primeiros livros são magníficos e acredito que o terceiro também o seja…Espero ansiosa pelo último livro da trilogia! É com escritores como Ricardo Pinto que tenho orgulho em ser portuguesa :) Daniela João (Lisboa)



Sandra Carvalho é, hoje, uma das escritoras portuguesas que mais sucesso alcançou na Literatura Fantástica; Faz parte de um pequeno grupo de novos talentos do fantástico (Inês Botelho, Cátia Palha, Filipe Faria, Pedro Ventura,etc...) que tanto prazer têm trazido aos leitores portugueses; Vale a pena conhecer os seus mundos...


"A saga das pedras mágicas": Tudo começou quando a feiticeira Aranwen se apaixonou por um humano e decidiu ludibriar o Conselho dos Seres Superiores, mantendo o seu poder na Terra encarcerado dentro de sete pedras mágicas... Ou talvez, não! Talvez esta aventura se tenha iniciado no momento em que os Feiticeiros encontraram os cristais do Sol e da Lua e decidiram formar a Ordem do Dragão. Quem sabe?
A Pedra do Tempo guarda as soluções de todos os enigmas passados e futuros, porém, só as revela quando quer e a quem quer. Todavia, a sua Sabedoria Suprema está a ameaçada pelo nascimento do primogénito varão do Rei da Lua e da Rainha do Sol, capaz de libertar o Poder Superior. O que esse homem fará quando se tornar deus, só o próprio Deus pode prever.


A autora dirige-se aos seus leitores, apresentando-se:

"Bem-vindos ao meu sonho!
O meu nome é
Sandra Carvalho e nasci a 29 de Junho de 1972, em Sesimbra, numa rua antiga virada para o mar.
Descendente de uma família de pescadores, desde cedo aprendi a respeitar e a amar o gigante azul que alimenta a minha imaginação. Dei os primeiros passos na areia branca da praia, enquanto ouvia as histórias maravilhosas da minha avó e, não tardei a inventar as minhas próprias histórias. Durante anos escrevi pelo simples prazer de escrever. Cresci dividida entre o mundo real e os incontáveis universos criados pela minha mente, sem nunca reunir coragem para revelá-los... Até agora.
Esta aventura que estou a viver, e que desejo partilhar convosco, é a prova de que os sonhos se tornam realidade. Espero que a vossa satisfação ao ler as minhas palavras seja tão plena como a que eu sinto ao escrevê-las."


Já há muito que se esperava pelo 3º livro da saga Inheritance Trilogy. Finalmente existe uma data anunciada para o seu lançamento, dia 20 de Setembro deste ano, às 00:01! Com tanta informação e criatividade na mente de Christopher Paolini, a trilogia transformou-se em Inheritance Cycle. Boas notícias portanto, sabendo de antemão que haverá um quarto livro. Agora basta aguardar até Setembro para deitar as mãos a Brisingr.
Curiosidades:
- O dragão que dá vida à capa é Glaedr;
- Brisingr é uma palavra do Nórdico antigo que significa fogo. Foi o primeiro feitiço que Eragon aprendeu a conjurar;



OATHS SWORN . . . loyalties tested . . . forces collide.

Depois da colossal batlha contra os guerreiros do Império nas planiceis de fogo Eragon e Saphira, que quase não escaparam com vida, continuam a lutar. Agora Eragon encontra-se perante uma teuia de promessas que pode não conseguir cumprir enquanto tenta desesperadamente sobreviver e libertar a Alagaesia... A primeira dessas promessas foi a feita ao seu primo Rohan: ajudar a resgatar Katrina das mãos de Galbatorix. Mas Eragon deve a sua obediência e lealdade a muitos outros, também. Os Varden estão desesperados por Eragon, pelo seu poder e talento, tal com os Elfos e os anões.Assim Eragon tem de escolher, essas escolhas levarão o nosso herói numa viagem frenética pelas terras do império e ainda mais além, sempre com o perigo a espreitar a cada passo, a cada segundo...Eragon é a derradeira esperança para alcançar a vitória...conseguirá este "simples" rapaz unir todas as forças rebeldes e derrotar o rei?
Nota: Apesar de o autor ter imaginado escrever apenas três livros (daí a denominação de trilogia da herança) o mesmo viu-se obrigado a dividir o último em dois livros bem como a mudar o nome da saga para "Circulo da Herança";
O livro tem publicação marcada para 20 de Setembro (Versão Original);

Caminho como os antigos, como tantos outros que me precederam, aqueles que na estrada do infinito todos os passos perderam…vagueio por aqui! Mas não sozinho, oh…nunca estou sozinho…nesta noite os meus companheiros são o negrume, a escuridão, o cheiro nauseabundo, por fim…a solidão!

Deambulo nas teias deste destino imundo, os meus pés estão descalços , vou sentindo as brumas que os abraçam. Está escuro mas não o sei; e como poderia saber? Se a claridade imperasse eu também não o saberia! Sinto a terra debaixo dos meus pés, não existe uma pedra que não se meta no meu caminho…um grito de dor surge, proveniente do âmago do meu ser, cresce até explodir nos meus lábios, cortando a noite, ferindo os seus sentimentos…à muito que estou cego! Assustado continuo a andar.

Algo me toca levemente nos braços, recolho o meu corpo tentando proteger-me…mas não sei o que me tocou…é triste quando não se vê, sinto-me destroçado…mas a tua voz soou e o sol secou a noite, senti a escuridão morrer em agonia, a luz a vibrar…mas como posso eu saber o que é a luz? Simples, para mim a tua voz é o sol, uma estrela que me ilumina…agora olho e vejo…estamos no alto de uma Serra mágica…que visão magnífica; para mim não é dia nem noite, o tempo pára quando estás perto. És os meus olhos, adoro o que vejo através de ti…

Aproximas os teus lábios dos meus e o meu coração cessa os batimentos…nascem sentimentos! Os mochos observam, são sábios. Sabem bem o que nos vai na alma; sorriem, fecham os olhos em sinal de respeito.

Beijas-me…suavemente, longamente…descolamos deste mundo, deixamos a Serra, deixamos tudo; subimos aos céus e voamos com os mochos. Estou confiante…sei que enquanto estivermos juntos nunca cairei…



Roberto Mendes

É verdade! Apesar de ser um desafio recente desta "casa" já temos um primeiro autor(neste caso autora) distinguido no "desafio de novos autores"; Muito brevemente procederemos à disponibilização do texto ( inserido no género literário do conto) acompanhado de uma crítica global ao trabalho desta autora que dá os primeiros passos no maravilhoso mundo da literatura!

Por agora um muito obrigado a todos os interessados por este desafio bem como a todos os visitantes do "CORREIO"...




Sempre tive alguma dificuldade em definir o que é afinal a literatura Fantástica, talvez por ser um conceito demasiado abrangente, amplo e pouco estanque a influências de outros géneros literários. Todos concordaremos que se trata de ficção, no sentido de não relatar acontecimentos reais ou próximos de um acontecimento real. No entanto, já neste patamar poderíamos fazer duas distinções:



  • Ficção inverossímil - distante da realidade dos homens.


  • Ficção verossímil - distante da realidade dos homens, mas possível no todo ou em parte.

O problema é que o verossímil e o inverossímil podem misturar-se em diferentes dosagens, nem sempre sendo muito perceptível o que os separa...


Para Selma Rodrigues a "literatura fantástica europeia, ao contrário da produzida na América Latina, há uma preocupação em preservar o real quando algo sobrenatural ocorre, mesmo que a explicação apareça apenas no desfecho da obra. Visa-se, desta maneira, não se perder a verosimilhança, nem mesmo contestá-la. Já na literatura fantástica da América Latina, não há essa preocupação. Assim o verossímil funde-se com o inverossímil, o real com o sonho, como ocorre no caso da obra de Gabriel García Márquez, citada no início do livro, “Cem Anos de Solidão”."


Mas fiquemos pelo irreal, pois não sei se esta "compartimentação" geográfica consegue ser assim tão clara.


"Uma característica muitas vezes citada como delineadora e que limita a fantasia é que a história difere do nosso universo duma maneira que não resulta da ciência ou tecnologia, mas sim devido a magia ou outro fenómeno anormal."


Aqui já temos a distinção da Fantasia Científica ( Ficção Científica ), mas será que só a magia ou um fenómeno anormal justificam essas diferenças? As opiniões dividem-se. E o Terror? Mas a Ficção Científica também pode ter elementos da Fantasia e vice-versa... Ou do terror! E porque não? Ugh...


Se formos para o conceito de High-Fantasy podemos dizer que essa divergência, nem ocorre, pois o que é "credível" é o mundo "fantástico" que temos no livro, perante o qual o nosso mundo ( real ) nem sequer existe. Não existem termos de comparação. (??)


Em termos gerais também podemos classificar de Literatura Fantástica todas as obras que contenham determinados "ingredientes":




  • tecnologia e ambiência sócio-cultural medieval ( castelos, espadas, trajes, costumes, etc );


  • criaturas mitológicas ou com traços/herança cultural que as ligam a uma determinada mitologia ( dragões, elfos, grifos, duendes, etc );


  • causalidade de carácter mágico ligando os acontecimentos (1) - elementos mágicos;


  • clara distinção entre Bem e Mal ( heróis perfeitos, de sentimentos puros Vs vilões basicamente maléficos por natureza )

Podemos aceitar estes "ingredientes" como essenciais e rotular de imediato obras como Harry Potter, O senhor dos Anéis ou Eragon. Mas será assim tão linear? E quanto a outras obras (2) que se afastam mais ou menos destas premissas?


E se formos para o termos Ficção Especulativa? Abarca tudo?


O que é afinal a Literatura Fantástica? Fico a aguardar as vossas opiniões (3)!


Pedro Ventura


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1- Como defende José Luís Borges


2- Depois de escrever Goor fui confrontado com este problema. Tinha em mãos uma obra com uma conjuntura de "Literatura Fantástica", mas de onde estão ausentes muitos dos "ingredientes" acima referidos. As personagens são muito "humanas" e essa humanidade sobrepõe-se a tudo o resto. Goor é ficção, que decorre num mundo à parte, mas não é totalmente inverosímil. Classifiquei-o como Aventura Épica/ Romance Épico. No entanto, a fantasia ( o imaginário ) não lhe é estranha.

3- Espero com especial curiosidade a opinião do meu colega Roberto Mendes e do erudito PiresF



Depois do desafio por nós lançado decidi ser justo que fosse eu a dar o mote... por isso aqui vai um conto (talvez o género literário que mais me fascina) da minha autoria, que surge de alguns textos que escrevi como por exemplo os já aqui publicados "gloria perpetua" e "ethrôm"...
Assim aqui vai:

A chuva cai colando-se à minha parca roupa, beijando-me a pele. Não me importo, sempre gostei da chuva! Cavalgo à vários dias, sinto o meu belo cavalo cansado e afago-lhe um pouco a cabeça, ele relincha, percebendo o meu sinal. Há muito que não provo o sabor da comida…sinto o meu corpo mutilado, o sangue jorra, deixando poças lodosas de um viscoso vermelho no chão. O odor é pestilento, quase insuportável; Mas é necessário caminhar, e imprescindível continuar. A chuva aumenta de intensidade, sirvo-me dela para lavar o meu corpo e para atenuar as minhas preocupações. O som da água a cair, soprada por um vento superior que se junta agora à cena reclamando um lugar de destaque, é perfeito! À minha volta a floresta respira, vive, alimenta-se do que lhe é mais puro… A noite vai já longa, a lua insiste, no entanto, em iluminar esta magnifica terra, fazendo incidir o seu luar em tudo o que me rodeia. Não tenho problemas em divisar o caminho e estou grato por isso.

Afasto, repudio completamente pensamentos escuros, negros, não descerei a esse nível. Consigo assim repelir sentimentos que não me são dignos; afinal sou o único sobrevivente da minha casa, da minha raça!

Chega a manhã e a chuva desistiu de mim, não evito alguma tristeza por ver um companheiro de viagem partir… eu não paro, sinto-me fraco, estou fraco! A manhã acordou num esplendor de perfeição, a floresta desabrocha à minha passagem e uma doce melodia ouve-se no ar, embora distante. Caminho por entre majestosos e colossais carvalhos e também cedros muito antigos. São sábios, baixo a cabeça e entoo uma pequena ode de respeito. Sente-se um cheiro fresco, não demoram a aparecer medronheiros vistosos…Aproveito e colho alguns frutos, pedindo de forma gentil; A comida dá-me um novo alento, parto ainda mais decidido. A beleza da natureza reflecte-se em mim, não sou o mesmo da noite passada…e sei onde tu estás, sinto a tua presença, não estou longe. Sinto o teu odor de destruição e repugno-te uma vez mais.

Passo a maravilhosa floresta e entro num enorme deserto, a melodia pára e o meu coração acelera. O rufar de mil tambores não seria tão claro quanto as batidas no meu peito dilacerado. Vejo a orla da floresta negra, sinto o seu cheiro hediondo, vejo as suas cores miseráveis, que viajam desde um negro destoado a um pálido cinzento.

Uma voz ressoa no tempo e no espaço quando entro no negrume, deixou de ser dia mas também não é noite; aqui nada é, nada foi, nada será! Uma gargalhada surreal ecoa por entre a vegetação podre de cheiro nauseabundo.

- Ha, ha, ha… Há milhões de anos e mais que estou morto, posto sobre o negro pestilento, à chuva, ao vento, não há como eu, espectro macilento!

Surgem as brumas…desmaio, caindo das alturas do meu cavalo…atinjo o solo com um baque estridente…mas não cesso…a minha alma está viva…Acordo! Negros tempos assolam o meu coração, rajadas de vento frio invadem o meu corpo como se houvessem pretendido retirar o calor que ainda me preenche!!! A chuva cai agora grossa e nem a capa que construí durante anos me protege na totalidade, aqui e ali vários buracos rompem o manto, a chuva chega à minha pele mas não pára, não será esse o seu destino? Penetra-me e gela-me o sangue! Mas são as brumas que me assustam...apareceram lentamente, cinzentas no seu ser de esplendor, misteriosas...de principio apenas envolvem os meus pés descalços e ensanguentados, arrebatados pelo tempo que flúi na ampulheta eterna da vida; mas sobem e sobem, envolvendo-me cada vez mais e mais! Os meus olhos não são agora mais que dois pequenos pontos, outrora negros e fortes, agora ténues e transparentes. Fixam as brumas, sentem a chuva e perdem-se com o vento! O coração utiliza as suas defesas e consegue derrotar milhares de inimigos em outras tantas batalhas...contudo já perdeu muitos soldados e sabe que chegou o momento! Não poderá lutar muito mais, perderá! Lutar ou desistir? É a duvida que me destrói...Nos meus olhos não poderei confiar, corrompidos pelo mundo! As minhas mãos já nada sentem, o nariz nada cheira, a boca não existe? claro!... Apenas a minha alma se pode elevar e quebrar as barreiras dos impiedosos inimigos, sorrindo no fim! Apenas o sangue pode escrever a minha tragédia.

Os espelhos de mil cores já não me definem...a água cristalina já não me reflecte! Não apresenta a imagem do "eu", aquela que eu imaginava ter mas que não tenho; ilusão criada, de mim para mim, com o cheiro fresco do puro e intocável ser que não é, ou que por razões milenárias desconhecidas, adormecidas, embevecidas no isto e aquilo que se apresenta como a forma do ser, desconjugado de realidade, efervescente de felicidade, borbulhante de brumas longínquas se viu afastado de permanecer...
O vento já nada me sussurra, passa e bate, violento de raiva, angústias gritadas na roda do tempo!
O gelo derrete a cada passo desconjugado, de tanto alinhado, pensado aqui e agora, ontem e no outro dia, de momento em momento, do tempo ao vento, do tormento ao tempo, das crisálidas mortas enterradas e depostas no ser único do agora…NÃO! Recuso-me, já não me mostras, já não me reflectes...
Só a lama me reflecte! O cheiro a podridão de memórias vividas e absorvidas , mantidas escondidas para não serem minhas, para serem de outro eu, aquele que não existe, o grande fantasma de mim...memórias esquecidas... SIM...Eu aceito, que sois vós que me reflectes; espelhos negros que me definem, me abraçam e consolam nesse esplendor de cheiro fétido, e eu morro a cada momento nesses braços aveludados de brumas negras desgastadas…

Mas luto e permaneço pois eu sou Álf, Ijósalfar de Álfheim!

Sabia que chegarias e esperei...imóvel e imerso na natureza eu vi passarem três dias, quatro noites! E foi pela floresta que eu te pressenti, pois retiras a alma às mais puras flores, fazes os mais antigos freixos duvidarem, arrancas a vida ao sopro do vento! O teu cavalo negro aparece; tu vens imponente na tua armadura negra e os teus cabelos longos esvoaçam com esplendor! Fixo os teus olhos e vejo que não tens alma. Desmontas e sentes medo...e eu também!

Odeio-te e grito:

-Eu sou ÁLF, Ijósalfar de Álfheim...Tu és RAHÊ, Svartárfel de Svartárlfheim; aqui morremos!



Roberto Mendes (Igdrasil)

The Lost City of Z is the name given by Col. Percy Harrison Fawcett, a British surveyor, to a city that he allegedly saw in the jungle of the Matto Grosso region of Brazil.
This mysterious city is referenced in the Royal Archives of Portugal by a man who said that he visited the city in the mid-1700s. The city was described in great detail, but no firm location was given except the Matto Grosso.
Fawcett allegedly heard about this city in the early 1900s and went to Lisbon to learn more, and came across the earlier report. He was about to go in search of the city when World War I intervened.
In 1925, Fawcett and his son Jack disappeared in the Matto Grosso while searching for Z.
It is doubtful that Z ever existed. The report from the 1700s, as well as what Fawcett said that he saw, was probably some odd rock formations that exist in the region.
Paititi refers to the legendary lost city said to lie east of the Andes, hidden somewhere within the remote rain forests of southeast Peru, northern Bolivia, and southwest Brazil. In Peru the Paititi legend revolves around the story of the culture-hero Inkarrí, who, after he founded Q'ero and Cuzco, retreated toward the jungles of Pantiacolla, to live out the rest of his days at his refuge city of Paititi. Other variants of the legend see Paititi as an Incan refuge in the border area between Bolivia and Brazil.
In 2001 the Italian archaeologist Mario Polia discovered the report of the missionary Andrea Lopez in the archives of the Jesuits in Rome. In the document, which originates from the time around 1600, Lopez describes a large city rich in gold, silver and jewels, located in the middle of the tropical jungle near a waterfall and called Paititi by the natives. Lopez informed the Pope about its discovery. Conspiracy theories maintain that the exact location of Paititi has been kept secret by the Vatican.
The most serious and extensive investigation into the non-Peruvian origin of the name "Paititi" and its original locale, has been made by Vera Tyuleneva, archivist at the Qorikancha in Cusco, who has made expeditions to northern Bolivia, and provided extensive and detailed written reports of her findings.Within Peru the most serious and extensive investigations into lost sites within the mountains and jungles associated with Paititi have been carried out by the Peruvian medical doctor/explorer, Carlos Neuenschwander Landa; Argentinian Salesian priest/explorer, Juan Carlos Polentini Wester; and, into the present day (2006), by psychologist/explorer, Gregory Deyermenjian (USA), and by frontiersman/cartographer/explorer Paulino Mamani (Peru).


Mais um desenho mágico onde o puro talento se sente...é uma obra fenomenal de João Paulo Sinal, um jovem artista de talento inegável e com um futuro certamente brilhante!
Penso que não existem palavras que descrevam esta obra prima... Apraz-me apenas dizer que João Paulo não desenha...faz magia!


Personagens Fantásticas com origem em Portugal:

A coca é um ser mítico, uma espécie de fantasma, bruxa ou papão com que se assustam meninos. Embora não tenha uma aparência definida, este ser assustador tinha uma representação figurada, a sua cabeça era uma espécie de abóbora ou cabaça da qual saía luz (ou fogo). A representação da coca era feita com uma panela ou abóbora oca em que se faziam três ou quatro buracos, imitando olhos, nariz e boca, e em que se colocava uma luz dentro e deixava-se, durante a noite, num lugar bem escuro para assustar crianças e pessoas que passavam. A coca é um ser feminino, o equivalente masculino é o coco embora ambos acabem por ser dois aspectos do mesmo ser, e confundem-se um com o outro na sua representação e no seu papel de assustar meninos; como nenhum destes seres tem uma forma definida toma-se um pelo outro.

No norte de Portugal, a coca é representada por um dragão com escamas. Na vila de Monção, conhecida como a terra da "coca", ela é chamada de "santa coca" ou "coca rabixa". Na festa do dia do Corpus Christi a coca é o dragão que luta com São Jorge na representação da lenda de São Jorge e o dragão. Há referências à Festa da Coca desde o século XVI.

Após a Procissão do Corpo de Deus, o povo forma círculo na Praça Deuladeu. A coca (o dragão) – uma estrutura de madeira com um homem no interior – e um cavaleiro representando S. Jorge, com uma capa vermelha, elmo e lança, iniciam a "luta". A coca é empurrada pelos populares contra o cavalo, enquanto o cavaleiro desfere golpes contra a carapaça. Finalmente, S. Jorge vence com um golpe sobre a orelha da coca. A coca sem a orelha perde a força. E assim, mais uma vez, o Mal é vencido pelo Bem.

Na literatura oral a coca é tema das cantigas de embalar, tal como o bicho-papão que rouba criancinhas ou a Maria-da-Manta que tem fogo nos olhos, é um ser que assusta as crianças, está sempre à espreita (está sempre à coca), e impede que o sono chegue. O sono é muitas vezes personificado por um outro ser mítico, o João Pestana.

No Auto da Barca do Purgatório (1518), de Gil Vicente, um menino identifica o diabo como o "coco"

“Mãe e o coco está ali

queres vós estar quedo co'ele?

Demo: Passa passa tu per i.

Menino: E vós quereis dar em mi

Ó demo que o trouxe ele."



Igdrasil (Roberto Mendes)



" (...)mas de todos os livros que li durante o ano, sem duvida alguma “Goor - A Crónica de Feaglar 2“ foi o melhor do ano, melhor de todos, daquele tipo de livro que tenho sempre a mão para uma releitura, e posso indicar com toda confiança como sendo um livro completo."
in Realidade Torta - Brasil
"Este romance de aventuras épicas “adocicado com o toque mágico da fantasia” merece, sem dúvida, a nossa atenção. Valores como a amizade e a liberdade, tão essenciais à nossa condição humana, estão aqui sempre presentes."
in Montijo Agenda
"Regresso a Goor, mundo fantástico capaz de fazer corar o Senhor dos Anéis!"
in Correio da Manhã
Pontos de venda na Internet:


"A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os géneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autónoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio."

Afrânio Coutinho (Escritor Brasileiro)

Aqui está o primeiro desafio do Correio do Fantástico. É simples, consiste apenas no envio dos vossos textos originais, aqueles que estão há muito guardados na gaveta eou os projectos novinhos em folha, para o e-mail tertuliafantastico@hotmail.com.

Depois de uma leitura da nossa parte podem contar com uma critica séria e sincera, bem como a subsequente publicação dos melhores textos. Para vos oferecer alguns conselhos e dicas úteis podem contar com a experiência de Pedro Ventura, autor da fantástica saga Goor – As crónicas de Feaglar ;

Se gostas de escrever não hesites, envia-nos os teus textos (em prosa, conto, poema, etc.); Agarra a oportunidade!

Que a Magia habite sempre os vossos corações!


Gloria Perpetua!

Negros tempos que assolam o meu coração, rajadas de vento frio invadem o meu corpo como se houvessem pretendido retirar o calor que ainda me preenche!!! A chuva cai grossa e nem a capa que construi durante anos me protege na totalidade, aqui e ali vários buracos rompem o manto, a chuva chega à minha pele mas não pára, não será esse o seu destino? Penetra-me e gela-me o sangue!Mas são as brumas que me assustam...apareceram lentamente, cinzentas no seu ser de esplendor, misteriosas...de principio apenas envolvem os meus pés descalços e ensanguentados, arrebatados pelo tempo que flui na ampulheta eterna da vida; mas sobem e sobem, envolvendo-me cada vez mais e mais! Os meus olhos não são agora mais que dois pequenos pontos, outrora negros e fortes, agora ténues e transparentes. Fixam as brumas, sentem a chuva e perdem-se com o vento! O coração utiliza as suas defesas e consegue derrotar milhares de inimigos em outras tantas batalhas...contudo já perdeu muitos soldados e sabe que chegou o momento! Não poderá lutar muito mais, perderá! Lutar ou desistir? É a duvida que me destrói...Nos meus olhos não poderei confiar, corrompidos pelo mundo! As minhas mãos já nada sentem, o nariz nada cheira, a boca não existe?claro!... Apenas a minha alma se pode elevar e quebrar as barreiras dos impiedosos inimigos, sorrindo no fim! Apenas o sangue pode escrever a minha tragédia!

Não descerei a Niflheim, as brumas de Midgard não me matarão pois a minha alma anseia por Asgard....por fim a perfeição de Valhol! Por isso sou "Igdrasil" e " Yggdrasil", o eixo do meu mundo!

Igdrasil (Roberto Mendes)

Rita Rosado Comércio : Veredictum Essendi!!!

Nasceu um novo blog e com ele uma nova autora portuguesa se revela… Rita Rosado Comércio expõe nos seus fantásticos textos a dualidade corpo \ alma, levando o leitor numa viagem em que a alma possui uma natureza bem diversa da natureza mortal e compósita do corpo. A alma é, em si mesma, simples, constante e idêntica e, por este motivo, está isenta de qualquer decomposição. Separam-se então, dois seres que possuem diferentes naturezas, sendo a alma uma realidade invisível que existe em si e por si, e o corpo, nunca permanecendo idêntico a si mesmo, é uma realidade bem visível que se sujeita constantemente a um processo de decomposição dada a sua natureza. Os seus textos são intensos, repletos de cheiros, cores e emoções; a leitura das suas palavras é fluída e prende-nos facilmente no seu mundo, que passa a ser o nosso!
Outros temas são também tratados por esta autora como por exemplo o existencialismo presente, entre outros autores, em Kafka ( metamorfose ) e Jean-Paul Sartre.
Viajando entre o corpo e a alma facilmente nos perdemos na magia das linhas desta história fantástica.

Sem duvida a não perder!

A visitar no site : http://veredictumessendi.bloguepessoal.com

Classificação deste Blog: 5 estrelas

Igdrasil (Roberto Mendes)


Igorj de Harmeling - O Escolhido de Ana Paula Cabral, da Editorial Tágide, obra de índole juvenil com que se inicia a trilogia O Tratado dos Magos.
"É um livro que nos prende de imediato e nos leva de seguida pelos corredores do tempo(...)"
Joaquim Pessoa

Os espelhos de mil cores já não me definem...a água cristalina já não me reflecte! Não apresenta a imagem do "eu", aquela que eu imaginava ter mas que não tenho; ilusão criada, de mim para mim, com o cheiro fresco do puro e intocável ser que não é, ou que por razões milenárias desconhecidas, adormecidas, embebecidas no isto e aquilo que se apresenta como a forma do ser, desconjugado de realidade, efeverescente de felicidade, borbulhante de brumas longíncuas se viu afastado de permanecer...
O vento já nada me sussurra, passa e bate, violento de raiva, angústias gritadas na roda do tempo!
O gelo derrete a cada passo desconjugado, de tanto alinhado, pensado aqui e agora, ontem e no outro dia, de momento em momento, do tempo ao vento, do tormento ao tempo, das crisálidas mortas enterradas e depostas no ser único do agora...carpe diem...NÃO! Recuso-me, já nao me me mostras, já não me reflectes...
Só a lama me reflecte! O cheiro a podridão de memórias vividas e absorvidas , mantidas escondidas para não serem minhas, para serem de outro eu, aquele que não existe, o grande fantasma de mim...memórias esquecidas...
Morri nos teus olhos quando a tua cara se transformou, o sorriso apagado tudo em mim mudou...De novo os espelhos... SIM...EU aceito, que sois vós que me reflectes; espelhos negros que me definem, me abraçam e consolam nesse esplendor de cheiro fétido, e eu morro a cada momento nesses braços aveludados de brumas negras desgastadas.. aperta-me com mais força, por favor, eu te peço...eu te peço: aperta os meus medos e sonhos, repele esses segredos medonhos!
Mas até vós, ó bruma celestial, até vós me deixais e o meu coração despedaçais!
E eu fico com frio e por mim espero, neste pesadelo austero!


Roberto Mendes


O Legado de Tolkien

Apesar de a saga se ter dado início em 1937 com O Hobbit, o livro infanto-juvenil que fez tanto sucesso, no seu tempo, como o conseguido mais recentemente pela saga Harry Potter, foi somente após o lançamento da trilogia de "O Senhor dos Anéis" (1954-1955) que o mestre passou a ser verdadeiramente apreciado e reconhecido pela sua grandiosa obra. Em 1996, numa pesquisa feita pela livraria londrina Waterstone's, que conta com mais de 200 lojas em toda Grã-Bretanha, em parceria com um canal de Televisão britânico, cerca de 25.000 leitores consideraram O Senhor dos Anéis como o melhor livro do século e O Hobbit como estando entre os 20 melhores. Uma outra pesquisa mais recente, datada de 2003, feita pela BBC, onde se questionaram as pessoas sobre a identidade dos seus livros favoritos, "O Senhor dos Anéis" ficou em primeiro lugar euquanto que "O Hobbit" em terminou em 25°. São mais de 50 milhões de exemplares vendidos em vários países, traduzido para 34 idiomas, juntamente com legiões de fãs que se dedicam a ler e estudar a obra do autor.

O mundo artístico também foi muito influenciado por Tolkien. Na música (como a banda Blind Guardian e até na banda Led Zeppelin), o RPG, liderado pelo Dungeons and Dragons, que guarda muito da obra Tolkieniana, o cinema (dirigidos por Peter Jackson, os três filmes ganharam dezessete Óscares), os desenhos animados, a literatura e até mesmo a Internet, com milhares de websites dedicados a sua obra que se renderam ao legado deixado por este escritor frequentemente aclamado como o maior autor do século XX em pesquisas de opinião.

John Ronald Reuel Tolkien foi membro da directoria do New English Dictionary (1918-1920), professor de Língua Inglesa na Universidade de Leeds, cátedra Rawlinson & Bosworth, posto ligado à Faculdade Pembroke (em Oxford) (1920-1925), professor de anglo-saxão (inglês arcaico) em Oxford (1925-1945) e professor de Língua e Literatura Inglesa em Merton (1945-1959), sendo possível assim percebermos a existência de um modo próprio de lidar com os livros e a mitologia que está sempre presente na sua obra.

A criação de um dos mundos mais complexos da literatura, a Terra-Média, foi uma lufada de ar fresco para a literatura ficcional, pois, como muitos consideram, inaugurou um novo género literário, a literatura fantástica, algo de que Tolkien dizia sentir falta na literatura. Esta “nova” realidade criada pelo mestre é considerada o elemento-chave para a ficção científica de Dune (de Frank Herbert), e também para o universo mais em voga na actualidade, a saga Harry Potter de J. K. Rowling; Contudo a autora rebate esta ideia generalizada dizendo :

“Penso que se deixarmos de lado o facto de ambos os livros referirem dragões e magos, os livros de Harry Potter são muito diferentes, especialmente no tom. Tolkien criou uma mitologia própria. Ninguém poderá dizer o mesmo da minha obra”

Também o autor David Colbert escreveu no seu livro "O Mundo Mágico do Senhor dos Anéis":

“Muitas pessoas tentam comparar J. R. R. Tolkien e J. K. Rowling só porque ambos contam histórias sobre mundos imaginários habitados por magos. Não há muita coisa semelhante entre as suas histórias”

A Internet teve um papel mais que importante na propagação dos trabalhos do autor, pode até afirmar-se a sua preponderância pois através dela foi possível reunir fãs do mundo inteiro, que demonstram sua admiração e discutem a política, a sociedade, as línguas, a biologia e a história da Terra-Média. Há milhares de sites dedicados aos trabalhos de Tolkien que trazem ensaios, poemas, fan-fictions (contos de ficção escritos por fãs), sátiras, críticas, notícias, grupos de estudos, de discussão, fóruns, etc ;

Tudo se torna ainda mais fantástico quando se pensa na forma como a sua obra começou… Tolkien corrigia alguns testes numa noite como tantas outras quando reparou numa coisa quase bizarra, um dos alunos tinha deixado a folha em branco. Então o mestre escreveu nessa folha:

“Num buraco no chão vivia um Hobbit”

Igdrasil (Roberto Mendes)

Bem vindos ao Correio do Fantástico!!!
Este é um Blog criado a pensar na magia da literatura em geral e em especial da literatura fantástica! Contudo não se esgotará aqui este blog, tendo ainda como objectivo a passagem por outros tipos de arte como por exemplo o desenho; Será um blog com pendor historicista mas também actualista, que terá como objectivos não só a criação de posts de análise dos "grandes autores" (caso de Tolkien, Gabriel Garcia Marquez, etc) e das grandes obras do género mas também, e mais importante ainda,disponibilizar informação detalhada sobre a nova geração de autores portugueses, tanto os já consagrados como os ilustres desconhecidos. Assim os novos autores poderão postar contos inéditos ou pequenas histórias originais, sendo que da nossa parte poderão esperar criticas sinceras e atentas bem como todo o apoio que nos seja possivel facultar! Este site é para vocês, leitores que deixam a magia inebriar os vossos corações!
Obrigado pela visita!

Igdrasil (Roberto Mendes)

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