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O correio está a funcionar em : correiodofantastico.wordpress.com !
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Igdrasil
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Sábado, Abril 04, 2009
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Quarta-feira, Outubro 08, 2008
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O CORREIO DO FANTÁSTICO ESTÁ AGORA A FUNCIONAR NO SITE:
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Sábado, Setembro 06, 2008
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Howard Philips Lovecraft foi o único filho de Winfield Scott Lovecraft, negociante de jóias e metais preciosos, e Sarah Susan Phillips, que provinha de uma importante família americana. Lovecraft tinha três anos quando o seu pai sofreu uma aguda crise nervosa que deixou sequelas profundas, obrigando-o a passar o resto de sua vida em clínicas de repouso. Consequentemente Lovecraft foi educado pela sua mãe , Sarah, por duas tias e também pelo seu avô, Whipple van Buren Phillips, que muito o influenciou. Lovecraft era um jovem prodígio que recitava poesia aos dois anos e já escrevia os seus próprios poemas com apenas seis anos de idade. Foi o seu avô que encorajou os seus hábitos de leitura, apresentando-lhe versões infantis da Ilíada e da Odisseia, de Homero, e introduzindo-o à literatura de terror gótico.
Lovecraft passou uma infância assolada pela doença. Na biografia do autor, o seu biógrafo, L. Sprague de Camp, afirmou que o jovem Howard sofria de poiquilotermia, uma raríssima doença que fazia com que a sua pele se apresentasse sempre gelada ao toque. Devido aos seus problemas de saúde, ele frequentou a escola apenas esporadicamente, contudo lia bastante.
A morte de seu avô, em 1904, revelou-se um acontecimento fatídico que levou a família a um grave estado de pobreza, em decorrência da incapacidade das filhas de gerir os bens que este lhes havia deixado
Durante a sua juventud dedicou-se a escrever poesia, mergulhando na ficção de terror apenas a partir de 1917. Em 1923, publicou o seu primeiro trabalho profissional, Dagon, na revista Weird Tales. Lovecraft junto de C.M. Eddy , tornou-se um ghostwriter no magazine Weird Tales, para artigos do famoso mágico Harry Houdini.
Após a morte de sua mãe, que nunca chegou a ver o filho publicar um trabalho, Lovecraft trabalhou como jornalista por um curto período de tempo, durante o qual conheceu Sonia Greene com quem viria a casar. Ela era natural da Ucrânia, oito anos mais velha que ele. O casal mudou-se para o bairro de Brooklyn, na cidade de Nova Iorque, cidade que Lovecraft nunca gostou. O casamento durou poucos anos e, após o divórcio amigável, Lovecraft regressou a Providence, onde habitaria até morrer.
O período imediatamente após o divórcio foi o mais prolífico de Lovecraft. Foram várias as vezes em que ele se correspondia com vários escritores estreantes de horror, ficção e aventura. Entre eles, o seu mais ávido correspondente era Robert E. Howard, criador de Conan o Bárbaro. Algumas das suas mais extensas obras, Nas Montanhas da Loucura e O Caso de Charles Dexter Ward, foram escritas nessa época.
Os últimos anos da sua vida foram bastante difíceis. Em
Howard Phillips Lovecraft foi enterrado no dia 18 de Março de 1937, no cemitério de Swan Point, em Providence, no jazigo da família Phillips. O seu túmulo é o mais visitado do local, mas passaram-se décadas sem que o mesmo fosse demarcado de forma exclusiva. No centenário do seu nascimento, milhares de fãs norte-americanos se organizaram para inaugurar uma lápide definitiva, que exibe a frase "Eu sou Providence", extraída de uma das suas cartas.
H. P. Lovecraft e as criaturas de Cthulhu, por ele criadas
Pensa-se que a maior parte dos trabalhos de Lovecraft foram diretamente inspirados pelos seus constantes pesadelos, o que contribuiu para a criação de uma obra marcada pelo subconsciente e pelo simbolismo. As suas maiores influências foram Edgar Allan Poe, por quem Lovecraft nutria profunda admiração, e Lord Dunsany, cujas narrativas de fantasia inspiraram as suas histórias em “terras de sonho”. As constantes referências, nos seus textos, a horrores antigos e a monstros e divindades ancestrais acabaram por gerar como que uma mitologia que hoje se conhece por Cthulhu Mythos, contendo vários panteões de seres extraordinários, tão poderosos que eram ou podiam ser considerados deuses, e que reinaram sobre a Terra milhões de anos antes do aparecimento dos humanos. Entre outras coisas, alguns dos seres teriam sido os responsáveis pela criação da raça humana e teriam uma intervenção directa em toda a história do universo.
A expressão Cthulhu Mythos foi criada, após a morte de Lovecraft, pelo escritor August Derleth, um dos muitos escritores que basearam as suas histórias nos trabalhos deste. Lovecraft criou também um dos mais famosos e explorados artefactos das histórias de terror, o Necronomicon, um livro de invocação de demónios escrito por Abdul Alhazred, sendo até hoje popular o mito da existência real deste livro, fomentado especialmente pela publicação de vários Necronomicons falsos e por um texto, da autoria do próprio Lovecraft, explicando a sua origem e percurso histórico.
Lovecraft foi um dos mais geniais mestres do terror, a sua obra é intensa e imprescindível para um admirador do género. Muitos têm tentado viver à altura do legado do mestre, esperamos assim que das cinzas surja de novo um escritor tão mágico quanto ele!
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Igdrasil
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Sexta-feira, Agosto 29, 2008
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O grande vencedor foi o romance The Yiddish Policemen’s Union, de Michael Chabon, ainda não foi publicado em Portugal. Destaque ainda para Connie Willis e Robert Silverberg, autores já publicados no nosso país, e para o filme Stardust, adaptação cinematográfica do conhecido romance de Neil Gaiman.
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O Crítico
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Quarta-feira, Agosto 20, 2008
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Terça-feira, Julho 22, 2008
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Quarta-feira, Julho 16, 2008
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Quinta-feira, Julho 03, 2008
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Depois de reflectir sobre o assunto decidi reduzir o limite mínimo de palavras por cada conto para apenas 1000 palavras.
O prazo será o mês de Setembro;
Roberto Mendes
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Domingo, Junho 29, 2008
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Quarta-feira, Junho 25, 2008
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A arte da literatura fantástica e a arte gráfica no género do fantástico são dois lados da mesma moeda que se desenvolveram conjuntamente durante várias décadas, perpassando por períodos de união inextrincável. Muitos dos leitores associam os grandes livros de fantástico às brilhantes capas que os acompanham. Neste Âmbito os leitores devem muito a um casal especial: Boris Vallejo e Julie Bell!
Ambos têm vindo a criar obras memoráveis, repletas de pura imaginação e sublevadas por um talento delicioso. Desde capas para livros, calendários, posters de filmes, quase tudo o que é tocado pela mão deste duo soberbo é transformado em ouro. Eles são, sem dúvidas, o Rei e a Rainha do mundo da arte gráfica no fantástico.
Uma das coisas que os distingue de tantos outros talentosos artistas é o facto de apresentarem uma especial paixão pelo papel da mulher no fantástico. Este facto torna-se numa verdadeira reverencia pela mulher, não se trata apenas de uma bela colecção de lindas mulheres parcialmente nuas segurando em espadas de aparência mítica ou montando unicórnios (apesar de existirem muitos trabalhos que correspondem a esta descrição). É uma verdadeira homenagem à mulher!
Mas o que torna este livro numa obra de valor tão especial?
A resposta pode apenas ser a sua originalidade aliada ao facto de cada pintura surgir acompanhada de comentários dos criadores, o que nos permite perceber pequenos pormenores que talvez nos passassem ao lado. É, certamente, uma grande ajuda para os pequenos artistas deste género, que sonham um dia elevar-se neste mundo mágico.
O realismo patente nos trabalhos deste duo provém muito do facto de terem modelos reais aquando da realização do desenho; alguns dos modelos foram encontrados em ginásios pelos próprios artistas, outros são modelos famosos como Julie Strain.
Este livro consubstancia um “must have” para todos os apaixonados da fantasia!
Roberto Mendes
Fontes: Amazon
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Igdrasil
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Segunda-feira, Junho 23, 2008
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Estão anunciados os finalistas para um dos mais importantes prémios americanos de ficção cientifica. O prémio Memorial Theodore Sturgeon para melhor conto, ou “short story”, e para melhor romance de sci-fi será anunciado no decurso da Conferência Campbell 2008, que decorre de 10 a 13 de Julho Na cidade de Lawrence, Kansas.
Os finalistas deste ano são:
1. “The Forest” de Laird Barron
2. “Tideline” de Elizabeth Bear
3. “The Merchant and the Alchemist’s Gate” de Ted Chiang
4. “The Dreaming Wind” de Jeffrey Ford
5. “Always” de Karen Joy Fowler
6. “The Tomb Wife” de Gwyneth Jones
7. “The Last American” de John Kessel
8. “The Master Miller’s Tale” de Ian R. MacLeod
9. “Finisterra” de David Moles
10. “Baby Doll” de Johanna Sinisalo
11. “Memorare” de Gene Wolfe
(Kij Johnson faz parte do júri deste ano por isso a sua obra nomeada “The Evolution of Trickster Stories Among the Dogs of North Park After the Change” foi retirada do prémio);
Na vertente de romance de sci-fi os nomeados para o prémio são:
"HARM" de Brian Aldiss
"The Yiddish Policeman’s Union" de Michael Chabon
"In War Times" de Kathleen Ann Goonan
"The New Moon’s Arms" de Nalo Hopkinson
"Mainspring" de Jay Lake
"The Execution Channel" de Ken MacLeod
"Brasyl" de Ian McDonald
"Time’s Child" de Rebecca Ore
"Bad Monkeys" de Matt Ruff
"Rollback" de Robert J. Sawyer,
"Zig Zag" de Jose Carlos Somoza
"The Margarets" de Sheri S. Tepper
"Deadstock" de Jeffrey Thomas
"Axis" de Robert Charles Wilson.
Roberto Mendes
Fontes: Novafantasia;
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Igdrasil
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Domingo, Junho 22, 2008
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A A.F.I.(instituto de cinema americano) publicou um estudo sobre os dez melhores filmes, de diversos géneros, dos últimos cem anos. O fantástico e a ficção cientifica figuram entre estes géneros. Um jurado de 1.500 pessoas, incluindo especialistas de cinema, historiadores e artistas dos mais diversos quadrantes das artes decidiu-se então pelas seguintes listas de filmes:
Género do Fantástico:
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Igdrasil
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Domingo, Junho 22, 2008
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Como muitos de vocês não sabem estou na Força Aérea, no curso de praças a tirar Serviços de Apoio ao Secretariado, e neste curso tenho uma disciplina parecida à disciplina de Português do secundário que se chama Técnicas de Comunicação. Hoje a essa disciplina tive um momento de avaliação em que tinha de escolher de entre 4 tipos de texto (narrativo, descritivo, argumentativo e expressivo) e escrever entre 250 e 300 palavras acerca de um tema. Escolhi o texto expressivo (tema livre) e o que me saiu foi o seguinte:
Muitas vezes dou por mim a imaginar e a fantasiar com um mundo mágico, repleto de paisagens e criaturas quase indiscritíveis! Um mundo repleto de cores vivas, sem o cinzento da vida, cheio de melodias alegres como o som de duas borboletas a voarem entrelaçadas e habitado pelas mais belas e maravilhosas criaturas que possamos imaginar. Um mundo habitado por elfos, duendes, Ents, fadas, unicórnios, gnomos e druídas, dragões, centauros e grifos.
E dou por mim a vaguear nesse mundo. A conhecer a cultura dos elfos e dos duendes, a saborear cada palavra de sabedoria dos druídas e dos Ents, a explorar as enormes pequenas aldeias das fadas e a sobrevoar este mundo fantástico agarrado à armadura de escamas de um enorme dragão vermelho
E porquê? Porquê fantasiar e refugiar-me neste mundo, infelizmente imaginário? São várias as razões... Tento refugiar-me neste mundo utópico para evitar a rotina dos dias, para fugir de emoções e sentimentos que me despedaçam a alma a cada segundo que passa, para não ter de enfrentar pessoas com uma hipocrisía e ego maior que elas, para esquecer...
E é um mundo que tento muitas vezes traduzir por palavras, muitas vezes insatisfatóriamente. É um mundo que muitas vezes tento traduzir por desenhos e imagens, algumas vezes muito melhor do que podia imaginar. É quando estou a desenhar que este mundo se desenvolve e evolui, é quando estou a desenhar que todas as minhas emoções vêm ao de cima e consigo esquecer tudo o resto... E quando uma dessas tentativas de reproduzir este mundo de criaturas fantásticas é bem sucedida, consigo ver todas aquelas sensações que imaginei...
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gendo
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Terça-feira, Junho 17, 2008
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Sábado, Junho 14, 2008
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Júlio Verne passou a infância com os pais e irmãos, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com o seu irmão Paul. Mais tarde, o seu pai, com a esperança de que o filho seguísse carreira de advogado, tal como ele o havia feito, enviou o jovem Júlio para Paris, para estudar a lei. Contudo Julio Verne rapidamente descobriu uma maior apetência para o teatro, tendo até escrito algumas pequenas peças e também algumas histórias de viagens. O seu pai cortou-lhe o apoio financeiro, devido à desobediência do filho , o que o levou a trabalhar como corretor de acções até atingir alguma estabilidade financeira. Mais tarde conheceu uma viúva com duas filhas chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou em 1857 e teve, em 1861, um filho chamado Michel Jean Pierre Verne. Durante este periodo de ouro da sua vida conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo.
A carreira literária de Júlio Verne começou destacar-se quando se associou a Pierre-Jules Hetzel, editor experiente que trabalhava com grandes nomes da época, como Alfred de Brehat, Victor Hugo, George Sand e Erckmann-Chatrian.
Hetzel publicou a primeira grande novela de sucesso de Júlio Verne em 1862, o relato de uma viagem ao continente africano em balão, intitulado Cinco semanas num balão. A referida história continha detalhes tão minuciosos de coordenadas geográficas, culturas, animais, etc., que os leitores frequentemente se perguntavam se a história seria ficção ou um relato verídico. Na verdade, Júlio Verne nunca havia estado num balão ou viajado à África. Toda a informação sobre a história veio de sua imaginação e capacidade de pesquisa.
Um dos grandes momentos que definiram a sua obra futura surgiu quando Hetzel apresentou Verne a Félix Nadar, cientista interessado em navegação aérea, de quem se tornou grande amigo e que introduziu Verne ao seu círculo de amigos cientistas podendo assim o autor retirar ideias de verdadeiros homens da ciência.
O sucesso de Cinco semanas num balão rendeu-lhe fama e dinheiro. A sua produção literária caminhava em ritmo acelerado. Quase todos os anos Hetzel publicava novo livro de Verne, quase todos grandes sucessos. Dentre eles se encontram as obras primas: Vinte Mil Léguas Submarinas, Viagem ao centro da terra, A volta ao mundo em oitenta dias, Da terra à lua, Robur - o conquistador.
O último livro publicado foi Paris no século XX. Escrito em 1863, somente publicado em 1989, quando o manuscrito foi encontrado por bisneto de Verne. Era um livro de conteúdo depressivo, por isso foi rejeitado por Hetzel, que recomendou Verne a não o publicar, pois fugia à fórmula de sucesso dos livros já editados. Verne seguiu o seu conselho e guardou o manuscrito num cofre, que ficou selado, só vindo a ser violado mais de um século depois.
Até hoje Júlio Verne é o escritor com a obra mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas.
Julio Verne é considerado por alguns especialistas, em conjunto com H.G. Wells, o “coração” da ficção cientifica; outros referem-se a este autor(que descreveu com algum pormenor grandes avanços da ciência: os submarinos, a viagem à lua, etc;) como o pai da ficção cientifica.
Julio Verne viria a falecer a vinte e quatro de Março de 1905, deixando um legado impressionante que conta com mais de noventa filmes, sem contar com as adaptações para séries televisivas. Um autor que sonhou e fez sonhar!
Não existe melhor forma de relembrar este genial autor senão mergulhar profundamente nos seus textos de sonho e caminhar pelas estradas das nossas vidas sem nunca esquecer uma das suas máximas :
“tudo o que um homem pode sonhar, outros podem realizar”
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Igdrasil
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Sexta-feira, Junho 13, 2008
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Este fim de semana vou falar-vos de uma artista que descobri recentemente e que eu absolutamente adoro o seu estilo.
Julie Dillon, tem 26 anos, nasceu a 30-01-1982 nos E.U.A., tem um bacharelato em "Fine Arts" tirado na "California State University" e está neste momento a estudar na "Academy of Art University" localizada na California, E.U.A..
Trabalha em paralelo com diversas empresas de vídeo jogos, publicações de arte e ainda tem tempo para fazer comissões.
Tem uma imaginação incrível, como podem constatar pelos trabalhos que aqui lhes mostro, e tem uma técnica invejável!
Deixo-vos aqui alguns dos seus magníficos trabalhos:

Por fim deixo o que na minha opinião considero o seu melhor trabalho, a ilustração de um "Dreamcatcher" ou "Caçador de Sonhos":
Se quiserem ver toda a sua magnífica galeria é só irem à sua página na Deviantart ou à sua página pessoal
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gendo
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Sexta-feira, Junho 13, 2008
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Desenho
Enquanto se espera ( e desespera) pelas datas mágicas que trarão o mestre até nós fica neste cantinho um excerto de uma interessante entrevista publicada pelo Público:
"Jay Tomio: De onde veio a ideia que o levaria a escrever uma sequência épica, em vários livros, que seria contada através de múltiplas narrativas?
George R.R. Martin: Isso gostava eu de saber. Para dizer a verdade, eu estava a trabalhar num novo romance de FC em 1991 quando o primeiro capítulo de A Guerra dos Tronos - o capítulo onde Brad cavalga com o seu pai até ao local onde um homem vai ser decapitado, e onde eles encontram as crias de lobo na neve - me surgiu certo dia, de uma forma tão vigorosa e vívida que eu soube de imediato que tinha de deixar o outro romance para o escrever. Nessa altura, eu não fazia a mais pequena ideia de que seria uma obra com múltiplos volumes. Apenas sabia que tinha de passar tudo para o papel.
A presente estrutura dos livros Gelo e Fogo, com os seus vários pontos de vista e enredos entrelaçados, foi inspirada pela estrutura aberta dos livros Wild Cards, que tenho vindo a editar e escrever desde 1985. Muitos dos livros Wild Cards são romances em mosaicos, onde cada um dos escritores conta a história da sua própria personagem, juntando eu em seguida tudo. É uma espécie de filme de Robert Altman, mas em prosa. Estruturalmente falando, os livros Gelo e Fogo são Wild Cards, onde eu escrevo todas as partes.
Jay Tomio: Numa entrevista recente, fez um comentário que, na minha opinião, foi bastante preciso relativamente ao crescimento do género - mais precisamente, à quantidade crescente de livros publicados actualmente - ter afectado negativamente o género. Isto porque, embora a variedade seja, de facto, algo positivo, a base de fãs tem vindo a tornar-se bem mais exclusiva dentro de cada subgénero, em vez de serem fãs de Fantástico e de Ficção Científica, coisa que também comentou: "O Fantástico e a Ficção Científica separaram-se, uma tendência que, a meu ver, é particularmente triste". Acha que isto foi resultado de edição/marketing ou terá sido meramente uma reacção por parte destes de forma a seguir a mudança da base de fãs, e, assim sendo, o que associa à causa desta mudança?
George R.R. Martin: A meu ver, as diferenças entre FC e o Fantástico são bem menos importantes do que as coisas que têm em comum. Não foi por acaso que ambos os subgéneros partilharam prateleiras durante décadas a fio, ou que escritores como Jack Vance, Paul Anderson e L. Sprague de Camp mudassem fácil e alegremente de um para o outro no decorrer das suas longas carreiras. Tanto a FC como o Fantástico são variedades de literatura imaginativa proveniente da tradição romântica.
Há fãs que apenas lêem FC e ignoram o Fantástico, e o mesmo se passa ao contrário. Aliás, são os suficientes para que as editoras pareçam decididas a construir muros entre os dois subgéneros, de forma a satisfazer os seus preconceitos, chegando em alguns casos a dizer aos novos escritores de FC que têm de mudar de nome se quiserem escrever Fantástico. Isso é um completo disparate.
Jay Tomio: A sequência de As Crónicas de Gelo e Fogo desfrutou de verdadeiro sucesso, nada de atípico numa série épica de Fantástico. No entanto, aquilo que, de facto, se distingue é o facto de o George ter conseguido tornar-se uma espécie de excepção no que se refere a ser aceite pela crítica dentro do círculo do Fantástico. O que considera haver neste trabalho que proporcione este passaporte que pode, ou não, estar presente noutros trabalhos dentro do subgénero?
George R. R. Martin: Sou a pessoa errada para responder a essa pergunta, que deveria ser dirigida à crítica. Um escritor nada mais pode fazer do que tentar produzir a melhor obra possível, e esperar que a mesma seja bem aceite. Não adianta nada estar sentado à espera da "aceitação por parte da crítica" ou da falta desta.
Jay Tomio: Recentemente, um artigo da TIME consagrou-o " o Tolkien americano". Teve conhecimento dessa afirmação antes da sua publicação? Qual foi a sua reacção?
George R. R. Martin: Eu sabia que a TIME poderia publicar uma crítica, mas até eu ter lido o artigo eu não fazia ideia do que iam dizer. Quando o fiz, fiquei entusiasmado. O Tolkien é o pai do fantástico moderno, e um dos grandes escritores do século XX. Para mim, ele foi uma influência enorme, quando eu me deparei pela primeira vez com O Senhor dos Anéis, ainda andava eu na escola. Eu e ele somos escritores muito diferentes, disso não há dúvida, ma ao mesmo tempo senti-me tremendamente satisfeito e lisonjeado pelo rótulo "Tolkien Americano".
Jay Tomio: Permita-me lançar aqui uma pergunta fútil, uma que lhe será perguntada 1000 vezes mais em 2006. Como vai a escrita de A Dance with Dragons?
George R. R. Martin: Uma página de cada vez.
Jay Tomio: Lisonjeia frequentemente o trabalho de Vance, e penso que se pode ver pequenos reflexos de influência em Tuf Voyaging. O que é que distingue Vance dos outros na sua mente, tornando-o igualmente eficaz no Fantástico e na Ficção Científica (e, já agora, no mistério)?
George R.R. Martin: O seu estilo. A sua imaginação. A forma como combina as palavras. A sua criatividade para nomes, para a língua. Ninguém escreve como Jack Vance. Ele é único.
Jay Tomio: Tornou uma regra sua não falar de outros autores, contudo tenta destacar alguns escritores novos dentro do panorama. Recentemente, fez comentários positivos acerca de dois que já li e gostei, Daniel Abraham, cujo livro de estreia, A Shadow in Summer, foi publicado recentemente, e Scott Lynch, cuja obra de estreia, The Lies of Locke Lamora, foi publicada este mês. Num género que tem demasiadas publicações, o que é que, para si, separou estes trabalhos dos restantes?
George R. R. Martin: A qualidade dos mesmos. Enviam-me vários trabalhos, e tento pelo menos passar uma vista de olhos em todos. Em alguns casos, basta-me ler um ou dois capítulos para saber se é simplesmente mais do mesmo numa caixa diferente, mas o Abraham e o Lynch captaram-me a atenção logo na primeira página, e a partir daí eu já não consegui parar. Havia uma frescura no trabalho deles que eu não encontro em muitos dos livros que me enviam... para além de personagens que me agradaram.
Jay Tomio: Em 1982, numa resposta acerca da troça de Dish sobre Labor Day Group, o George disse: "A divisão entre ficção popular e literária é recente e odiosa". 25 anos mais tarde, as mesmas discussões parecem implacáveis no género. Acha que agora está pior, ou era pior antes? A sua posição mudou?
George R.R. Martin: A minha posição não mudou, não. Penso que, de facto, houve alguns sinais que mostram uma tendência para a divergência baixar, ao longo das últimas décadas. Jornais e revistas importantes mostram-se agora mais disponíveis para fazer críticas a obras de FC e de fantasia do que há vinte anos. Michael Chabon ganhou o Pulitzer com The Adventures of Kavalier and Clay, Stephen King ganhou o National Book Award, e o Tolkien destacou-se em vários inquéritos acerca das obras mais importantes do século XX. Não pretendo de forma alguma com isto dizer que a divisão deixou de existir, mas parece-me que estamos na direcção certa.
Jay Tomio: Comentou já acerca das dificuldades associadas à publicação de A Feast for Crows, que se deveram a várias razões. O que mais lhe agradou no livro, no que se refere ao desenvolvimento de personagens e do enredo terem resultado melhor do que esperava?
George R.R. Martin: Estou demasiado ligado ao livro para poder avaliá-lo de uma forma objectiva. Pergunte-me de novo dentro de vinte anos, e pode ser que eu tenha uma resposta para si.
Jay Tomio: As histórias Dunk and Egg, que estão para vir, já têm editora?
George R.R. Martin: Ainda não as acabei, infelizmente. Mas assim que as acabe, não me parece que vá ter muito problemas em entregá-las a uma editora. Já recebi várias propostas aliciantes.
Jay Tomio: The Ice Dragon vai ser reeditado, e eu pergunto-me se haverá planos para mais ficção curta (sem ser Dunk and Egg), seja a nível de trabalhos novos ou reedições no futuro?
George R. R. Martin: A nova edição de The Ice Dragon é uma versão para jovens adultos ilustrada pela magnífica artista britânica Yvonne Gilbert. Há décadas que a minha dama, Parris, me vinha dizendo que The Ice Dragon daria um fabuloso livro para crianças, e por fim ouvi-a. Esperamos que o livro ajude a apresentar o meu trabalho a uma nova geração de leitores, que depois crescerão e tentarão ler as minhas outras histórias. No entanto, é provável que seja um acontecimento único. The Ice Dragon necessitou penas de ser ligeiramente editado de forma a adequar-se a leitores mais novos, mas essa facilidade não se verifica com qualquer outra das minhas histórias, por isso, este pode bem ser o meu único trabalho para jovens adultos.
No entanto, para leitores adultos, tenho, de facto, uma edição britânica da minha enorme colecção: GRRM: A RRetrospective, publicada inicialmente pela Subterranean Press, em 2003, sendo em seguida publicada pela Gollancz sob o título Dreamsong. São cerca de meio milhão de palavras da minha ficção curta, peças escritas para televisão e autobiografia.
Jay Tomio: Agora a grande questão! Pode prometer a um fã leal que Bronn vai sobreviver?
George R.R. Martin: Lamento. Ninguém está a salvo nos meus livros."
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Sexta-feira, Junho 13, 2008
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Egdar Allan Poe: O Corvo
Tradução de Fernando Pessoa
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.
Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demònio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ânsia e medo, "dize" a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
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Igdrasil
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Sexta-feira, Junho 13, 2008
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| Os cem anos do escritor que nunca parou de inventar futuros (in Diário de Notícias) | |
"Na sua esmagadora Encyclopedia of Science Fiction, Peter Nicholls chama a Robert A. Heinlein "de longe, o mais influente escritor da ficção científica americana moderna". Poderíamos até ir mais longe. Heinlein, que nasceu faz hoje 100 anos, é, juntamente com o seu compatriota Isaac Asimov, e com o britânico Arthur C. Clarke (o único ainda vivo do trio), um dos três maiores escritores da história da ficção científica (FC). Mercendo plenamente, tal como os outros dois, o título de Grande Mestre que lhe foi concedido em 1975 pelos seus confrades da Science Fiction Writers of America. Nascido em 1907, com o início do século XX e o grande ímpeto tecnológico que o havia de caracterizar, Robert A. Heinlein foi um dos escritores que mais contribuiu para a maturidade, sofisticação temática e para o aumento da qualidade literária da FC. Fê-lo através da solidez técnica e da plausibilidade inatacável da especulação científica dos seus enredos; da ênfase que dava ao elemento humano sem descurar a inventividade técnica; e da variedade de temas sociais, políticos, culturais, religiosos e civilizacionais que tratou, deixando sempre bem vincadas a sua personalidade individualista na melhor tradição americana, e o libertarismo das suas ideias. Este "anarquista de direita", como bem o definiu o citado Peter Nicholls, que começou a sua vida muito mais à esquerda, foi tudo menos um conservador dentro do género, tendo abordado assuntos como o racismo, a discriminação, o totalitarismo, a religião ou a sexualidade, antes e com mais profundidade e pertinência do que a literatura mainstream. Grande inventor de futuros que também remetiam ao presente e podiam estar ligados ao passado, Robert A. Heinlein era um clássico que sabia também ser moderno, inovador e iconoclasta, capaz de assinar tanto Soldado no Espaço (1959), o elogio da cidadania realizada através do serviço militar e uma grande narrativa de iniciação à vida através do combate, que lhe valeu o rótulo de "fascista", como Não Temerei Nenhum Mal (1970), em que um velho milionário faz transplantar o seu cérebro para o corpo de uma jovem mulher, que deixou perplexos os seus amigos e admiradores mais conservadores. E isto sem que as narrativas sacrificassem a legibilidade, perdessem o seu alto valor de entretenimento ou virassem panfletos. Heinlein viu inclusivamente um dos seus livros mais conhecidos e aclamados, Um Estranho Numa Terra Estranha, de 1961, transformar-se numa obra de referência pelo movimento contracultural americano, alguns anos mais tarde, tornando-o num guru de pessoas cujas ideias e comportamentos execrava, devido à sua formação militar e às suas convicções ideológicas. Grande apreciador de nomes pioneiros e fulcrais da FC e do fantástico como H. G. Wells, James Branch Cabell ou Edgar Rice Burroughs, mas também de escritores como Rudyard Kipling, Heinlein cunhou palavras que entraram no vocabulário inglês, coloquial ou técnico (caso de "grok" ou de "waldo"), e foi um dos primeiros autores de FC a triunfar comercialmente na era da literatura de massas, bem como o primeiro a levar o género das revistas especializadas para os títulos mainstream. Vencedor de quatro Prémios Hugo e várias vezes votado "o maior autor de todos os tempos" em inquéritos a leitores do género, realizados por revistas como a Locus, Robert A. Heinlein deixou uma marca única, gigantesca e indelével na literatura de FC. A Heinlein Society (www.heinleinsociety.org) preserva o seu magistral legado para o mesmo futuro com o qual construiu a sua obra." |
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Igdrasil
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Sexta-feira, Junho 13, 2008
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Issac Assimov:
"Não acredito na vida depois da morte. Por isso não preciso de passar toda minha vida temendo o inferno ou o céu. Quaisquer que sejam as torturas do inferno, penso que a chatice do céu seria ainda pior."
"Todas as religiões são a verdade sagrada para quem tem a fé mas não passam de fantasia para os fiéis das outras religiões."
Vitor Hugo:
"A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano"
Edgar Allan Poe:
"Nenhum homem que tenha vivido conhece mais sobre a vida depois da morte que eu ou você. Toda religião simplesmente desenvolveu-se com base no medo, ganância, imaginação e poesia."
Leon Tolstoi:
"É no coração do homem que reside o princípio e o fim de todas as coisas."
"A tristeza pura e completa é tão impossível quanto a felicidade pura e completa."
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Igdrasil
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Sexta-feira, Junho 13, 2008
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Destaca-se agora neste espaço os grandes percursores da Literatura Fantástica. Pretendo dar a conhecer escritores com obra de importância extrema nos mais diversos quadrantes do género da Literatura Fantástica. Hoje apresento um pequeno texto sobre um escritor genial que revolucionou o género da ficção cientifica. Falo, claro está, de Heinlein. Pretendo ainda dar a conhecer autores como Julio Verne, Dunsany, Assimov, entre outros; Por enquanto os textos serão apenas breves introduções que brevemente evoluirão para um mais extenso estudo sobre as grandes mentes da literatura fantástica.
Robert Anson Heinlein (Julho, 7, 1907 – Maio,8, 1988) foi um escritor americano que se destacou como “o génio da ficção ciêntifica”. Foi um dos mais populares , influentes, e não menos controversos, autores da chamada ficção ciêntifica pura. Foi um dos primeiros escritores a entrar em revistas “mainstream” como por exemplo o “the Saturday evening post” no fim dos anos quarenta. Por longos anos Heinlein foi considerado, tal como Isaac Asimov e Arthur C. Clarke, como a “grande árvore” da ficção cientifica, sendo que é ainda considerado como o autor que mais elevou o género literário a patamares seguros de plausibilidade e qualidade.
Na sua obra destacam-se pela sua qualidade as seguintes :
- A companhia dos mágicos (Magic, Inc., 1940):
- O dia depois de amanhã/A sexta coluna (Sixth Column ou The Day After Tomorrow, 1941)
-Waldo (1942)
-Nave Galileu (Rocket Ship Galileo, 1947)
-O planeta vermelho (Red Planet, 1949)
-Entre planetas (Between Planets, 1951)
-Os manipuladores (The Puppet Masters, 1951)
-Um negócio de família (The Rolling Stones ou Tramp Space Ship, 1952)
-O monstro do espaço (The Star Beast ou Star Lummox, 1954)
-Estrela oculta (Double Star, 1955)
-Um túnel no céu (Tunnel in the Sky, 1955)
-O tempo das estrelas (Time for the Stars, 1956)
-A porta para o verão (The Door Into Summer, 1957)
-Cidadão da Galáxia (Citizen of the Galaxy, 1957)
-Viajantes do espaço/Equipagem espacial (Have Spacesuit - Will Travel, 1958)
-A ameaça da Terra (The Menace from Earth, 1959)
-Tropas estelares/Soldado no espaço/Soldados do universo (Starship Troopers ou Starship Soldier, 1959)
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Igdrasil
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Quarta-feira, Junho 11, 2008
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"Num planeta distante habitado por inúmeras tribos, Dwr, o Senhor do Mal que habita as trevas, apodera-se de uma cria num baptismo de sangue que mudará para todo o sempre os destinos do mundo.
O povo Nogma, seres etéreos que zelam pela paz em Yêmanenphizz, habita Amö’marh, uma ilha verdejante no meio do oceano, e Assass, líder de uma facção Nogma, por um chamamento superior, inicia uma cruzada. A cria terá de ser resgatada do jugo de Dwr, pois negros presságios assolam o planeta Yêmanenphizz.
Cátia Palha nasceu em 1985. Cedo mostrou apetência pela leitura e pela escrita. Com 15 anos aventura-se na escrita através da criação de histórias para «ler mais tarde» à sua irmã recém-nascida. Aos 16 anos, surgem os esboços da presente obra, fruto do seu imaginário, com a criação de um universo próprio onde o bem e o mal inevitavelmente se entrelaçam."
Vale a pena visitar os mundos desta jovem autora que, a título de curiosidade, apenas tomou contacto com o mundo de Tolkien quando já havia terminado a sua história, através do visionamento do primeiro filme da trilogia do Senhor dos Anéis, por um mero acaso...
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Quarta-feira, Junho 11, 2008
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O Crítico
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Terça-feira, Junho 10, 2008
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Ora viva... Chamo-me João Paulo aka gendo e sou a nova aquisição aqui do Correio do Fantástico para a Época 08/09 em termos de Artes Visuais, mais propriamente desenho digital e tradicional. Os meus posts irão ser feitos quase de certeza só aos fins de semana devido à minha situação laboral...A Força Aérea não me deixa muitos tempos livres. :) Se quiserem saber um pouco mais acerca de mim dêem uma vista de olhos ao meu blog (ainda não tem quase nada mas irá ser actualizado com o decorrer do tempo) ou à minha página na Deviantart.
A convite do Roberto aka igdrasil irei dar-vos a conhecer alguns dos meus artistas preferidos no campo do desenho fantástico. Irei falar um pouco acerca deles mas a minha prioridade é dar-vos a conhecer as suas obras e o local onde podem ver grande parte do seu portefólio. Grande parte dos artistas de que irei falar estão numa comunidade que se chama Deviantart, que muitos consideram a maior comunidade de artistas (amadores e profissionais) que existe na Internet actualmente. Aí poderão visualizar as galerias completas dos artistas, saber um pouco mais sobre eles e interagir com os próprios deixando comentários e avaliando as suas obras.
Mas chega de conversa e vamos ao que interessa.
Hoje vou falar-vos de um jovem artista chamado Gonzalo Ordoñez aka GenzoMan. Este jovem de 28 anos,ilustrador de profissão, é natural do Chile, mais propriamente da cidade e capital Santiago. É um dos artistas cujos trabalhos são mais facilmente identificáveis. Assim que visualizamos um trabalho dele conseguimos dizer quase instantaneamente: "Foi o GenzoMan que fez!".
O seu trabalho é inspirado em lendas, mitos, contos e tradições, tem também influências em anime (animação japonesa).
Usa como ferramentas de trabalho o Photoshop CS e uma mesa digital Wacom intuos.
Aqui ficam alguns trabalhos dele como referência:



Um dos últimos trabalhos dele:
Se gostaram e quizerem ver mais acerca deste jovem artista podem fazê-lo na sua página do Deviantart ---» AQUI
Espero que tenham gostado...
"Be happy everyone!"
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gendo
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Sexta-feira, Maio 30, 2008
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A 8ª edição deste prémio encontra-se a decorrer até 30 de Junho de 2008.
Instituído em 1995, este prémio presta homenagem ao grande escritor que, enquanto Director do Museu-Biblioteca Condes de Castro Guimarães, desenvolveu trabalho de mérito assinalável, com destaque para a criação da primeira biblioteca itinerante do país.
O Prémio, de periodicidade anual, é aberto a todos os autores nacionais que pretendam ver premiado um trabalho totalmente inédito.
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Quinta-feira, Maio 29, 2008
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Prémio Branquinho da Fonseca
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Quinta-feira, Maio 29, 2008
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Nova Fantasia
Rita Comércio refere-se à sua história como um espaço "onde palavras e pensamentos giram em torno da inexplicável existência do ser; um espaço de reflexão onde o Homem é personagem principal condicionado pelo próprio veredicto da sua existência!"
Assumindo traços do existencialismo perfilhado por Jean-Paul Sartre os seus textos enquadram-se no Neo-fantástico presente nas obras de Kafka;
Aqui neste espaço fica uma pequena parte do seu texto intenso, repleto de cheiros e sentimentos, em que alma e corpo se separam sendo dois seres que possuem diferentes naturezas: a alma é uma realidade invisível que existe em si e por si; o corpo, nunca permanecendo idêntico a si mesmo, é uma realidade bem visível que se sujeita constantemente a um processo de decomposição dada a sua natureza.
"A constatação":
Do meu quarto arrendado neste prédio velho de uma estreita rua de lisboa consigo sentir o odor do Tejo, perceber a luminosidade da Lua e sentir a brisa do vento. Normalmente deixo-me ficar encostada na janela enquanto os meus sentidos vagueiam ao sabor das sensações e emoções em busca de novas cores, cheiros e sabores...
Desta vez tudo foi diferente!
A noite mistura-se com o Tejo e percebo a lua vaidosa exibindo a sua imagem graciosa e cintilante nas águas calmas, ingénuas e submissas do Tejo. A Lua começa por sorrir soltando pouco a pouco gargalhadas egoístas, narcisistas e estridentes! A água ondula ao sabor do vento que divertido,egoísta e indiferente sopra as pequenas ondas que se formam...
Os meus sentidos assustados esforçam-se por regressar a mim... Assustam-se por ver na natureza o veneno que os corrompe, a lua egoísta ri cada vez mais alto e invade as quatro paredes que me albergam..quero fugir mas não há porta!O vento, superior, juntou-se a nós deitando-me ao chão, empurrando-me e espezinhando-me perante o riso louco da lua...A água que corre submissa à força manifestada pelo vento e ao riso louco da lua segue por entre murmúrios e sussurros, solidária mas pouco interessada lembrando-me que mais não sou mais que uma gotinha dessa água...
Quero fugir mas o vento forte envolve-me com amarras de aço, os meus pensamentos surgem dolorosos e feridos, rasgando o meu peito que chora baixinho...O sangue desce, lentamente e indiferente por entre o trilho que imaginariamente definiu, sem escutar os meus gritos de horror...
Assisto consciente ao tormento do mundo que me envolve. Grito sem que o mundo que me olha veja, sem que Lisboa pare... Grito sem que as pessoas que me ouvem me escutem...Grito sozinha porque solitária é condição humana quando até o egoísmo moderado pela água do Tejo e conduzido pelo vento faz rir estridentemente a lua!
Grito porque o que alimenta a sociedade já não é a saudável verdade, já não é a solidariedade! Grito porque o que sacia e move o homem é o egoísmo motivado pelo egocentrismo e conformismo que me chicoteia, fere, sufoca e destrói...
Grito!Grito!Grito!Constatando esta realidade que me abraça
Grito!Grito!Grito!Até que louca desmaio...
A continuação está disponivel em :
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Igdrasil
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Quinta-feira, Maio 29, 2008
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Terça-feira, Maio 27, 2008
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O Crítico
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Sexta-feira, Maio 23, 2008
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O Crítico
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Domingo, Maio 18, 2008
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Chamo a este blog uma obra que é um dos meus romances épicos ( se é que posso usar esta terminologia ) preferidos. Aqui voltam as minhas influências, talvez incomuns...
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Quarta-feira, Maio 14, 2008
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Filho de emigrantes, partiu aos seis anos para Londres. Estudou Matemática na Universidade de Dundee. Passou 10 anos a programar e a conceptualizar graficamente jogos de computador. Aos 24 anos mudou-se para Edimburgo, Escócia, onde reside actualmente. Depois de anos a trabalhar nesta trilogia através de uma extensa pesquisa, Ricardo Pinto apresenta-nos o primeiro volume de um projecto que considera ser “muito mais ambicioso que O Senhor dos Anéis”. Um caso de sucesso de um emigrante português que vive exclusivamente da escrita.
O que os fãs dizem:
Simplesmente maravilhoso!! Nem consigo encontrar palavras para definir... histórias tão macabras e ao mesmo tempo tão reais, poucos são os que conseguem fazer descrições tão preciosas e arrepiantes!! Finalmente começamos a ter escritores de fantasia com qualidade. Filipe Faria tambem é muito bom, aconselho! Joana Alves (Figueiró dos Vinhos)
Há já MUITO, MUITO tempo que eu não lia uma coisa tão boa! Ricardo Pinto é absolutamente espectacular e é, a meu ver, o único escritor (juntamente com Susanna Clarke) que, neste momento, é capaz de competir com a genialidade de um Tolkien ou de um Frank Herbert. É também, neste momento, o ÚNICO escritor que foi capaz de criar um universo só seu, em vez de recorrer aos costumeiros "pastiches" tolkianos. Parabéns! Sandra Costa (Lisboa)
Que grandes livros. Que grande escrita! Adoro como as próprias descrições (o que não é muito comum) e narrativa nos prendem até ao fim. São poucos os livros em que a perspectiva de os acabar causa ao mesmo tempo uma frustração e desejo imensos. Muitos Parabéns! Carolina Ratola ()
É uma historia emocionante…que me deixou “pregada” aos livros, são livros que se têm de ler em pleno silêncio, uma história empolgante que não me deixou parar de ler. Quando o leio, as vezes faz com que me sinta o próprio Carnelian, é uma história maravilhosa que nos leva a outra época a outra cultura! Os dois primeiros livros são magníficos e acredito que o terceiro também o seja…Espero ansiosa pelo último livro da trilogia! É com escritores como Ricardo Pinto que tenho orgulho em ser portuguesa :) Daniela João (Lisboa)
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Domingo, Maio 11, 2008
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Sexta-feira, Maio 09, 2008
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Sexta-feira, Maio 09, 2008
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Sexta-feira, Maio 09, 2008
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Caminho como os antigos, como tantos outros que me precederam, aqueles que na estrada do infinito todos os passos perderam…vagueio por aqui! Mas não sozinho, oh…nunca estou sozinho…nesta noite os meus companheiros são o negrume, a escuridão, o cheiro nauseabundo, por fim…a solidão!
Deambulo nas teias deste destino imundo, os meus pés estão descalços , vou sentindo as brumas que os abraçam. Está escuro mas não o sei; e como poderia saber? Se a claridade imperasse eu também não o saberia! Sinto a terra debaixo dos meus pés, não existe uma pedra que não se meta no meu caminho…um grito de dor surge, proveniente do âmago do meu ser, cresce até explodir nos meus lábios, cortando a noite, ferindo os seus sentimentos…à muito que estou cego! Assustado continuo a andar.
Algo me toca levemente nos braços, recolho o meu corpo tentando proteger-me…mas não sei o que me tocou…é triste quando não se vê, sinto-me destroçado…mas a tua voz soou e o sol secou a noite, senti a escuridão morrer em agonia, a luz a vibrar…mas como posso eu saber o que é a luz? Simples, para mim a tua voz é o sol, uma estrela que me ilumina…agora olho e vejo…estamos no alto de uma Serra mágica…que visão magnífica; para mim não é dia nem noite, o tempo pára quando estás perto. És os meus olhos, adoro o que vejo através de ti…
Aproximas os teus lábios dos meus e o meu coração cessa os batimentos…nascem sentimentos! Os mochos observam, são sábios. Sabem bem o que nos vai na alma; sorriem, fecham os olhos em sinal de respeito.
Beijas-me…suavemente, longamente…descolamos deste mundo, deixamos a Serra, deixamos tudo; subimos aos céus e voamos com os mochos. Estou confiante…sei que enquanto estivermos juntos nunca cairei…
Roberto Mendes
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Quinta-feira, Maio 08, 2008
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É verdade! Apesar de ser um desafio recente desta "casa" já temos um primeiro autor(neste caso autora) distinguido no "desafio de novos autores"; Muito brevemente procederemos à disponibilização do texto ( inserido no género literário do conto) acompanhado de uma crítica global ao trabalho desta autora que dá os primeiros passos no maravilhoso mundo da literatura!
Por agora um muito obrigado a todos os interessados por este desafio bem como a todos os visitantes do "CORREIO"...
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Quinta-feira, Maio 01, 2008
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O problema é que o verossímil e o inverossímil podem misturar-se em diferentes dosagens, nem sempre sendo muito perceptível o que os separa...
Para Selma Rodrigues a "literatura fantástica europeia, ao contrário da produzida na América Latina, há uma preocupação em preservar o real quando algo sobrenatural ocorre, mesmo que a explicação apareça apenas no desfecho da obra. Visa-se, desta maneira, não se perder a verosimilhança, nem mesmo contestá-la. Já na literatura fantástica da América Latina, não há essa preocupação. Assim o verossímil funde-se com o inverossímil, o real com o sonho, como ocorre no caso da obra de Gabriel García Márquez, citada no início do livro, “Cem Anos de Solidão”."
Mas fiquemos pelo irreal, pois não sei se esta "compartimentação" geográfica consegue ser assim tão clara.
"Uma característica muitas vezes citada como delineadora e que limita a fantasia é que a história difere do nosso universo duma maneira que não resulta da ciência ou tecnologia, mas sim devido a magia ou outro fenómeno anormal."
Aqui já temos a distinção da Fantasia Científica ( Ficção Científica ), mas será que só a magia ou um fenómeno anormal justificam essas diferenças? As opiniões dividem-se. E o Terror? Mas a Ficção Científica também pode ter elementos da Fantasia e vice-versa... Ou do terror! E porque não? Ugh...
Se formos para o conceito de High-Fantasy podemos dizer que essa divergência, nem ocorre, pois o que é "credível" é o mundo "fantástico" que temos no livro, perante o qual o nosso mundo ( real ) nem sequer existe. Não existem termos de comparação. (??)
Em termos gerais também podemos classificar de Literatura Fantástica todas as obras que contenham determinados "ingredientes":
Podemos aceitar estes "ingredientes" como essenciais e rotular de imediato obras como Harry Potter, O senhor dos Anéis ou Eragon. Mas será assim tão linear? E quanto a outras obras (2) que se afastam mais ou menos destas premissas?
E se formos para o termos Ficção Especulativa? Abarca tudo?
O que é afinal a Literatura Fantástica? Fico a aguardar as vossas opiniões (3)!
Pedro Ventura
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1- Como defende José Luís Borges
2- Depois de escrever Goor fui confrontado com este problema. Tinha em mãos uma obra com uma conjuntura de "Literatura Fantástica", mas de onde estão ausentes muitos dos "ingredientes" acima referidos. As personagens são muito "humanas" e essa humanidade sobrepõe-se a tudo o resto. Goor é ficção, que decorre num mundo à parte, mas não é totalmente inverosímil. Classifiquei-o como Aventura Épica/ Romance Épico. No entanto, a fantasia ( o imaginário ) não lhe é estranha.
3- Espero com especial curiosidade a opinião do meu colega Roberto Mendes e do erudito PiresF
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Sexta-feira, Abril 18, 2008
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Selma Rodrigues

Depois do desafio por nós lançado decidi ser justo que fosse eu a dar o mote... por isso aqui vai um conto (talvez o género literário que mais me fascina) da minha autoria, que surge de alguns textos que escrevi como por exemplo os já aqui publicados "gloria perpetua" e "ethrôm"...
Assim aqui vai:
A chuva cai colando-se à minha parca roupa, beijando-me a pele. Não me importo, sempre gostei da chuva! Cavalgo à vários dias, sinto o meu belo cavalo cansado e afago-lhe um pouco a cabeça, ele relincha, percebendo o meu sinal. Há muito que não provo o sabor da comida…sinto o meu corpo mutilado, o sangue jorra, deixando poças lodosas de um viscoso vermelho no chão. O odor é pestilento, quase insuportável; Mas é necessário caminhar, e imprescindível continuar. A chuva aumenta de intensidade, sirvo-me dela para lavar o meu corpo e para atenuar as minhas preocupações. O som da água a cair, soprada por um vento superior que se junta agora à cena reclamando um lugar de destaque, é perfeito! À minha volta a floresta respira, vive, alimenta-se do que lhe é mais puro… A noite vai já longa, a lua insiste, no entanto, em iluminar esta magnifica terra, fazendo incidir o seu luar em tudo o que me rodeia. Não tenho problemas em divisar o caminho e estou grato por isso.
Afasto, repudio completamente pensamentos escuros, negros, não descerei a esse nível. Consigo assim repelir sentimentos que não me são dignos; afinal sou o único sobrevivente da minha casa, da minha raça!
Chega a manhã e a chuva desistiu de mim, não evito alguma tristeza por ver um companheiro de viagem partir… eu não paro, sinto-me fraco, estou fraco! A manhã acordou num esplendor de perfeição, a floresta desabrocha à minha passagem e uma doce melodia ouve-se no ar, embora distante. Caminho por entre majestosos e colossais carvalhos e também cedros muito antigos. São sábios, baixo a cabeça e entoo uma pequena ode de respeito. Sente-se um cheiro fresco, não demoram a aparecer medronheiros vistosos…Aproveito e colho alguns frutos, pedindo de forma gentil; A comida dá-me um novo alento, parto ainda mais decidido. A beleza da natureza reflecte-se em mim, não sou o mesmo da noite passada…e sei onde tu estás, sinto a tua presença, não estou longe. Sinto o teu odor de destruição e repugno-te uma vez mais.
Passo a maravilhosa floresta e entro num enorme deserto, a melodia pára e o meu coração acelera. O rufar de mil tambores não seria tão claro quanto as batidas no meu peito dilacerado. Vejo a orla da floresta negra, sinto o seu cheiro hediondo, vejo as suas cores miseráveis, que viajam desde um negro destoado a um pálido cinzento.
Uma voz ressoa no tempo e no espaço quando entro no negrume, deixou de ser dia mas também não é noite; aqui nada é, nada foi, nada será! Uma gargalhada surreal ecoa por entre a vegetação podre de cheiro nauseabundo.
- Ha, ha, ha… Há milhões de anos e mais que estou morto, posto sobre o negro pestilento, à chuva, ao vento, não há como eu, espectro macilento!
Surgem as brumas…desmaio, caindo das alturas do meu cavalo…atinjo o solo com um baque estridente…mas não cesso…a minha alma está viva…Acordo! Negros tempos assolam o meu coração, rajadas de vento frio invadem o meu corpo como se houvessem pretendido retirar o calor que ainda me preenche!!! A chuva cai agora grossa e nem a capa que construí durante anos me protege na totalidade, aqui e ali vários buracos rompem o manto, a chuva chega à minha pele mas não pára, não será esse o seu destino? Penetra-me e gela-me o sangue! Mas são as brumas que me assustam...apareceram lentamente, cinzentas no seu ser de esplendor, misteriosas...de principio apenas envolvem os meus pés descalços e ensanguentados, arrebatados pelo tempo que flúi na ampulheta eterna da vida; mas sobem e sobem, envolvendo-me cada vez mais e mais! Os meus olhos não são agora mais que dois pequenos pontos, outrora negros e fortes, agora ténues e transparentes. Fixam as brumas, sentem a chuva e perdem-se com o vento! O coração utiliza as suas defesas e consegue derrotar milhares de inimigos em outras tantas batalhas...contudo já perdeu muitos soldados e sabe que chegou o momento! Não poderá lutar muito mais, perderá! Lutar ou desistir? É a duvida que me destrói...Nos meus olhos não poderei confiar, corrompidos pelo mundo! As minhas mãos já nada sentem, o nariz nada cheira, a boca não existe? claro!... Apenas a minha alma se pode elevar e quebrar as barreiras dos impiedosos inimigos, sorrindo no fim! Apenas o sangue pode escrever a minha tragédia.
Os espelhos de mil cores já não me definem...a água cristalina já não me reflecte! Não apresenta a imagem do "eu", aquela que eu imaginava ter mas que não tenho; ilusão criada, de mim para mim, com o cheiro fresco do puro e intocável ser que não é, ou que por razões milenárias desconhecidas, adormecidas, embevecidas no isto e aquilo que se apresenta como a forma do ser, desconjugado de realidade, efervescente de felicidade, borbulhante de brumas longínquas se viu afastado de permanecer...
O vento já nada me sussurra, passa e bate, violento de raiva, angústias gritadas na roda do tempo!
O gelo derrete a cada passo desconjugado, de tanto alinhado, pensado aqui e agora, ontem e no outro dia, de momento em momento, do tempo ao vento, do tormento ao tempo, das crisálidas mortas enterradas e depostas no ser único do agora…NÃO! Recuso-me, já não me mostras, já não me reflectes...
Só a lama me reflecte! O cheiro a podridão de memórias vividas e absorvidas , mantidas escondidas para não serem minhas, para serem de outro eu, aquele que não existe, o grande fantasma de mim...memórias esquecidas... SIM...Eu aceito, que sois vós que me reflectes; espelhos negros que me definem, me abraçam e consolam nesse esplendor de cheiro fétido, e eu morro a cada momento nesses braços aveludados de brumas negras desgastadas…
Mas luto e permaneço pois eu sou Álf, Ijósalfar de Álfheim!
Sabia que chegarias e esperei...imóvel e imerso na natureza eu vi passarem três dias, quatro noites! E foi pela floresta que eu te pressenti, pois retiras a alma às mais puras flores, fazes os mais antigos freixos duvidarem, arrancas a vida ao sopro do vento! O teu cavalo negro aparece; tu vens imponente na tua armadura negra e os teus cabelos longos esvoaçam com esplendor! Fixo os teus olhos e vejo que não tens alma. Desmontas e sentes medo...e eu também!
Odeio-te e grito:
-Eu sou ÁLF, Ijósalfar de Álfheim...Tu és RAHÊ, Svartárfel de Svartárlfheim; aqui morremos!
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Igdrasil
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Quinta-feira, Abril 17, 2008
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Quinta-feira, Abril 17, 2008
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Mais um desenho mágico onde o puro talento se sente...é uma obra fenomenal de João Paulo Sinal, um jovem artista de talento inegável e com um futuro certamente brilhante!
Penso que não existem palavras que descrevam esta obra prima... Apraz-me apenas dizer que João Paulo não desenha...faz magia!
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Igdrasil
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Quinta-feira, Abril 17, 2008
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Personagens Fantásticas com origem em Portugal:
A coca é um ser mítico, uma espécie de fantasma, bruxa ou papão com que se assustam meninos. Embora não tenha uma aparência definida, este ser assustador tinha uma representação figurada, a sua cabeça era uma espécie de abóbora ou cabaça da qual saía luz (ou fogo). A representação da coca era feita com uma panela ou abóbora oca em que se faziam três ou quatro buracos, imitando olhos, nariz e boca, e em que se colocava uma luz dentro e deixava-se, durante a noite, num lugar bem escuro para assustar crianças e pessoas que passavam. A coca é um ser feminino, o equivalente masculino é o coco embora ambos acabem por ser dois aspectos do mesmo ser, e confundem-se um com o outro na sua representação e no seu papel de assustar meninos; como nenhum destes seres tem uma forma definida toma-se um pelo outro.
No norte de Portugal, a coca é representada por um dragão com escamas. Na vila de Monção, conhecida como a terra da "coca", ela é chamada de "santa coca" ou "coca rabixa". Na festa do dia do Corpus Christi a coca é o dragão que luta com São Jorge na representação da lenda de São Jorge e o dragão. Há referências à Festa da Coca desde o século XVI.
Após a Procissão do Corpo de Deus, o povo forma círculo na Praça Deuladeu. A coca (o dragão) – uma estrutura de madeira com um homem no interior – e um cavaleiro representando S. Jorge, com uma capa vermelha, elmo e lança, iniciam a "luta". A coca é empurrada pelos populares contra o cavalo, enquanto o cavaleiro desfere golpes contra a carapaça. Finalmente, S. Jorge vence com um golpe sobre a orelha da coca. A coca sem a orelha perde a força. E assim, mais uma vez, o Mal é vencido pelo Bem.
Na literatura oral a coca é tema das cantigas de embalar, tal como o bicho-papão que rouba criancinhas ou a Maria-da-Manta que tem fogo nos olhos, é um ser que assusta as crianças, está sempre à espreita (está sempre à coca), e impede que o sono chegue. O sono é muitas vezes personificado por um outro ser mítico, o João Pestana.
“Mãe e o coco está ali
queres vós estar quedo co'ele?
Demo: Passa passa tu per i.
Menino: E vós quereis dar em mi
Ó demo que o trouxe ele."
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Quinta-feira, Abril 17, 2008
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Terça-feira, Abril 15, 2008
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"A Literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os géneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autónoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio."
Afrânio Coutinho (Escritor Brasileiro)
Aqui está o primeiro desafio do Correio do Fantástico. É simples, consiste apenas no envio dos vossos textos originais, aqueles que estão há muito guardados na gaveta eou os projectos novinhos em folha, para o e-mail tertuliafantastico@hotmail.com.
Depois de uma leitura da nossa parte podem contar com uma critica séria e sincera, bem como a subsequente publicação dos melhores textos. Para vos oferecer alguns conselhos e dicas úteis podem contar com a experiência de Pedro Ventura, autor da fantástica saga Goor – As crónicas de Feaglar ;
Se gostas de escrever não hesites, envia-nos os teus textos (em prosa, conto, poema, etc.); Agarra a oportunidade!
Que a Magia habite sempre os vossos corações!
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Segunda-feira, Abril 14, 2008
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Gloria Perpetua!
Negros tempos que assolam o meu coração, rajadas de vento frio invadem o meu corpo como se houvessem pretendido retirar o calor que ainda me preenche!!! A chuva cai grossa e nem a capa que construi durante anos me protege na totalidade, aqui e ali vários buracos rompem o manto, a chuva chega à minha pele mas não pára, não será esse o seu destino? Penetra-me e gela-me o sangue!Mas são as brumas que me assustam...apareceram lentamente, cinzentas no seu ser de esplendor, misteriosas...de principio apenas envolvem os meus pés descalços e ensanguentados, arrebatados pelo tempo que flui na ampulheta eterna da vida; mas sobem e sobem, envolvendo-me cada vez mais e mais! Os meus olhos não são agora mais que dois pequenos pontos, outrora negros e fortes, agora ténues e transparentes. Fixam as brumas, sentem a chuva e perdem-se com o vento! O coração utiliza as suas defesas e consegue derrotar milhares de inimigos em outras tantas batalhas...contudo já perdeu muitos soldados e sabe que chegou o momento! Não poderá lutar muito mais, perderá! Lutar ou desistir? É a duvida que me destrói...Nos meus olhos não poderei confiar, corrompidos pelo mundo! As minhas mãos já nada sentem, o nariz nada cheira, a boca não existe?claro!... Apenas a minha alma se pode elevar e quebrar as barreiras dos impiedosos inimigos, sorrindo no fim! Apenas o sangue pode escrever a minha tragédia!
Não descerei a Niflheim, as brumas de Midgard não me matarão pois a minha alma anseia por Asgard....por fim a perfeição de Valhol! Por isso sou "Igdrasil" e " Yggdrasil", o eixo do meu mundo!
Igdrasil (Roberto Mendes)
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Segunda-feira, Abril 14, 2008
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Rita Rosado Comércio : Veredictum Essendi!!!
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Igdrasil
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Segunda-feira, Abril 14, 2008
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Sexta-feira, Abril 11, 2008
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Os espelhos de mil cores já não me definem...a água cristalina já não me reflecte! Não apresenta a imagem do "eu", aquela que eu imaginava ter mas que não tenho; ilusão criada, de mim para mim, com o cheiro fresco do puro e intocável ser que não é, ou que por razões milenárias desconhecidas, adormecidas, embebecidas no isto e aquilo que se apresenta como a forma do ser, desconjugado de realidade, efeverescente de felicidade, borbulhante de brumas longíncuas se viu afastado de permanecer...
O vento já nada me sussurra, passa e bate, violento de raiva, angústias gritadas na roda do tempo!
O gelo derrete a cada passo desconjugado, de tanto alinhado, pensado aqui e agora, ontem e no outro dia, de momento em momento, do tempo ao vento, do tormento ao tempo, das crisálidas mortas enterradas e depostas no ser único do agora...carpe diem...NÃO! Recuso-me, já nao me me mostras, já não me reflectes...
Só a lama me reflecte! O cheiro a podridão de memórias vividas e absorvidas , mantidas escondidas para não serem minhas, para serem de outro eu, aquele que não existe, o grande fantasma de mim...memórias esquecidas...
Morri nos teus olhos quando a tua cara se transformou, o sorriso apagado tudo em mim mudou...De novo os espelhos... SIM...EU aceito, que sois vós que me reflectes; espelhos negros que me definem, me abraçam e consolam nesse esplendor de cheiro fétido, e eu morro a cada momento nesses braços aveludados de brumas negras desgastadas.. aperta-me com mais força, por favor, eu te peço...eu te peço: aperta os meus medos e sonhos, repele esses segredos medonhos!
Mas até vós, ó bruma celestial, até vós me deixais e o meu coração despedaçais!
E eu fico com frio e por mim espero, neste pesadelo austero!
Roberto Mendes
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Quarta-feira, Abril 02, 2008
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Apesar de a saga se ter dado início em 1937 com O Hobbit, o livro infanto-juvenil que fez tanto sucesso, no seu tempo, como o conseguido mais recentemente pela saga Harry Potter, foi somente após o lançamento da trilogia de "O Senhor dos Anéis" (1954-1955) que o mestre passou a ser verdadeiramente apreciado e reconhecido pela sua grandiosa obra. Em 1996, numa pesquisa feita pela livraria londrina Waterstone's, que conta com mais de 200 lojas em toda Grã-Bretanha, em parceria com um canal de Televisão britânico, cerca de 25.000 leitores consideraram O Senhor dos Anéis como o melhor livro do século e O Hobbit como estando entre os 20 melhores. Uma outra pesquisa mais recente, datada de 2003, feita pela BBC, onde se questionaram as pessoas sobre a identidade dos seus livros favoritos, "O Senhor dos Anéis" ficou em primeiro lugar euquanto que "O Hobbit" em terminou em 25°. São mais de 50 milhões de exemplares vendidos em vários países, traduzido para 34 idiomas, juntamente com legiões de fãs que se dedicam a ler e estudar a obra do autor.
O mundo artístico também foi muito influenciado por Tolkien. Na música (como a banda Blind Guardian e até na banda Led Zeppelin), o RPG, liderado pelo Dungeons and Dragons, que guarda muito da obra Tolkieniana, o cinema (dirigidos por Peter Jackson, os três filmes ganharam dezessete Óscares), os desenhos animados, a literatura e até mesmo a Internet, com milhares de websites dedicados a sua obra que se renderam ao legado deixado por este escritor frequentemente aclamado como o maior autor do século XX em pesquisas de opinião.
John Ronald Reuel Tolkien foi membro da directoria do New English Dictionary (1918-1920), professor de Língua Inglesa na Universidade de Leeds, cátedra Rawlinson & Bosworth, posto ligado à Faculdade Pembroke (em Oxford) (1920-1925), professor de anglo-saxão (inglês arcaico) em Oxford (1925-1945) e professor de Língua e Literatura Inglesa em Merton (1945-1959), sendo possível assim percebermos a existência de um modo próprio de lidar com os livros e a mitologia que está sempre presente na sua obra.
A criação de um dos mundos mais complexos da literatura, a Terra-Média, foi uma lufada de ar fresco para a literatura ficcional, pois, como muitos consideram, inaugurou um novo género literário, a literatura fantástica, algo de que Tolkien dizia sentir falta na literatura. Esta “nova” realidade criada pelo mestre é considerada o elemento-chave para a ficção científica de Dune (de Frank Herbert), e também para o universo mais em voga na actualidade, a saga Harry Potter de J. K. Rowling; Contudo a autora rebate esta ideia generalizada dizendo :
“Penso que se deixarmos de lado o facto de ambos os livros referirem dragões e magos, os livros de Harry Potter são muito diferentes, especialmente no tom. Tolkien criou uma mitologia própria. Ninguém poderá dizer o mesmo da minha obra”
Também o autor David Colbert escreveu no seu livro "O Mundo Mágico do Senhor dos Anéis":
“Muitas pessoas tentam comparar J. R. R. Tolkien e J. K. Rowling só porque ambos contam histórias sobre mundos imaginários habitados por magos. Não há muita coisa semelhante entre as suas histórias”
A Internet teve um papel mais que importante na propagação dos trabalhos do autor, pode até afirmar-se a sua preponderância pois através dela foi possível reunir fãs do mundo inteiro, que demonstram sua admiração e discutem a política, a sociedade, as línguas, a biologia e a história da Terra-Média. Há milhares de sites dedicados aos trabalhos de Tolkien que trazem ensaios, poemas, fan-fictions (contos de ficção escritos por fãs), sátiras, críticas, notícias, grupos de estudos, de discussão, fóruns, etc ;
Tudo se torna ainda mais fantástico quando se pensa na forma como a sua obra começou… Tolkien corrigia alguns testes numa noite como tantas outras quando reparou numa coisa quase bizarra, um dos alunos tinha deixado a folha
“Num buraco no chão vivia um Hobbit”
Igdrasil (Roberto Mendes)
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Terça-feira, Abril 01, 2008
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Bem vindos ao Correio do Fantástico!!!
Este é um Blog criado a pensar na magia da literatura em geral e em especial da literatura fantástica! Contudo não se esgotará aqui este blog, tendo ainda como objectivo a passagem por outros tipos de arte como por exemplo o desenho; Será um blog com pendor historicista mas também actualista, que terá como objectivos não só a criação de posts de análise dos "grandes autores" (caso de Tolkien, Gabriel Garcia Marquez, etc) e das grandes obras do género mas também, e mais importante ainda,disponibilizar informação detalhada sobre a nova geração de autores portugueses, tanto os já consagrados como os ilustres desconhecidos. Assim os novos autores poderão postar contos inéditos ou pequenas histórias originais, sendo que da nossa parte poderão esperar criticas sinceras e atentas bem como todo o apoio que nos seja possivel facultar! Este site é para vocês, leitores que deixam a magia inebriar os vossos corações!
Obrigado pela visita!
Igdrasil (Roberto Mendes)
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Terça-feira, Abril 01, 2008
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